31 de agosto de 2010

Karate Kid (2010)

O post de hoje tem a contribuição da Juliana Puccia de Oliveira, também conhecida como @PsychoLuthien. Ela foi conferir o remake de Karatê Kid e nos conta as suas impressões.

"Diferentemente dos remakes feitos nos últimos tempos, Karatê Kid (que de karatê só tem o nome), é um remake que vale a pena conferir! Pegando a versão de 1984, com Ralph Macchio e Pat Morita, mudam algumas cenas e a forma como se dá a história do menino.  O personagem de Jaden Smith, tem uma reviravolta na vida: se sente perdido, encontrando inimigos, um mestre que o ensina a lutar e a garota que rouba seu coração logo no começo. Sim, podemos pensar que é o mesmo filme, do mesmo jeito, mas não, a homenagem foi bem-sucedida e conseguiu que o filme ficasse diferente, porém sem perder a essência do original.

Obviamente, esta versão com Jackie Chan faz alusões ao original, como a cena de pegar a mosca com o hashi e outra em que ele ensina a lutar com "tira a jaqueta e põe a jaqueta" ou "passa a cera e tira a cera", o que satisfaz os fãs antigos, apresentando o filme a uma nova plateia.

Daniel-san e Sr. Miyagi
E, claro, pode-se polemizar o personagem de Chan, Sr. Han, tentando fazer o mesmo papel do Sr. Miyagi (Pat Morita), mas não, os personagens não são parecidos, a não ser pelo fato de ambos serem mestres nas suas arte marciais e ninguém dar um troco pelas suas habilidades. Sr. Han consegue ser cômico, porém, mais dramático que Sr. Miyagi no primeiro filme.



Sr. Han e Dre
As cenas de treinamento são um pouco cansativas, apesar de bonitas para os turistas verem, assim como as cenas de Dre (Jaden Smith) com a dona do seu coração, Meiying (Wenwen Han).

Durante o treinamento, o filme vai deixando de se referir ao original, bem como o treino do chute da garça, o clássico golpe de Daniel-san (o primeiro Karatê Kid).

O clímax é o campeonato contra os impiedosos lutadores de artes avançadas de kung fu, ou também, os valentões da escola onde Dre estuda. Vemos a apresentação do filme como a cópia moderna do original, e no final, a surpresa! Quer saber? Então assista! Não tenha medo de ser um outro Super Homem – o Retorno.

Obrigada! =)


Esta paulista, de 23 anos (quase 24, segundo a própria), é auxiliar administrativa e está no último semestre de Recursos Humanos pela UniABC. O que ela tem a ver com Cinema? Nada? Tudo! Ela gosta de filmes como qualquer um e pode falar sem frescura de querer ser crítica de cinema. Nem precisa, o Cinema Sem Frescura é esse espaço para quem sabe que não precisa ser formado em Cinema ou Jornalismo para falar de filmes. Cinema é feito para o povo, ninguém tem autoridade sobre ele. É arte por ser assim, belo e mágico mesmo sem frescura.

25 de agosto de 2010

A ORIGEM (Inception - 2010)


Esperei um pouco o burburinho antes de ver o filme no cinema e agora tenho uma opinião melhor formada.

Quais foram até então os comentários que estão dando a volta ao mundo? Entre tantos, há o clássico "tá, mas não entendi", ou "será que vai ter continuação?"; algumas críticas mais sérias dizem que talvez seja necessário ver o filme mais de uma vez para pegar alguns detalhes e entender. Realmente, o filme ficou muito bom e merece ser visto mais de uma vez. Entretanto o filme não é tão complicado. Talvez seja, para quem for assistir só pensando em ver os efeitos especiais, como aconteceu com Matrix (o primeiro).

O filme aborda mais do que a possibilidade de entrar na mente e manipular sonhos, ele deixa isso claro no início.  O termo em inglês Inception, dá a ideia de início, origem, mas é usado quando algo influencia ou afeta a origem. E é disso que o filme trata, da possibilidade de andar através de níveis da consciência e até mesmo de atacar o subconsciente, alterando as certezas tácitas do indivíduo.

Apesar de a maioria dizer que o final é surpreendente, ele não o é. Quem é treinado a ver filmes complexos com boas sacadas para um final surpreendente, cria a expectativa pelo que não é óbvio e isso, então, se torna o óbvio. Obras primas como Os Outros (com Nicole Kidman), Sexto Sentido (com Bruce Willis) ou Seven (com Brad Pitt), deixam pistas do que será o final ao longo de toda a história. Fato é que a maioria das pessoas só conseguem fazer as conexões quando sabem o final e revêem o filme.
A Origem, nesse sentido, não deixa o final tão surpreendente, mas sem resposta mesmo, ou seja, o filme não explica o final. Ele deixa pistas sutis ao longo do filme para o espectador pensar: "ok, nessa parte que parece o mundo real, talvez também seja sonho", mas a última cena do filme é, na verdade, a última pista, quando deveria, enfim, explicar a trama. Não conto aqui o final para quem ainda não assistiu, para poder curtir o filme, mas com a cabeça mais aberta a essa discussão: O que é o real no filme?
No início do filme há duas cenas que me levaram a essa suspeita: O diálogo de Di Caprio com Michael Caine e outra cena em que o personagem de Di Caprio gira seu totem sobre a mesa empunhando sua arma na altura da cabeça.

Aberta a discussão, encerro dizendo que é um dos melhores filmes que já vi, com um roteiro extremamente bem estruturado e com elenco maduro. Leonardo Di Caprio está cada vez melhor depois que perdeu o estigma de queridinho e bonitinho, Hellen Page não é mais uma promessa do cinema, já é uma estrela, além do elenco de apoio que conta com Michael Caine, que nunca falha. As direções de fotografia e arte são características do filmes de Nolan, ou seja, perfeitas. Os efeitos especiais são simplesmente excelentes.

Acredito que o título em português fará jus à trama; suspeito que seja apenas a origem... tomara!

Vale muito a pena. Comentem!

Até a próxima.

@joaocolombo

24 de agosto de 2010

Top 10 Filmes de Vampiros (melhores que Crepúsculo)

Este post quem nos enviou foi o blogueiro Vinício Oliveira, co-autor do blog The Groovers, que trata de cinema, música, jogos de videogame, entre outros asssuntos pouco relevantes. O post ilustra o seu gosto pessoal, e é realmente sem frescura. Curtam abaixo a lista dos 10 melhores filmes sobre vampiros:

"Eu realmente tento não ter preconceitos contra Crepúsculo, tento analisar o filme pelo que ele de fato é e não pelo hype bobo ao redor dele e eu devo dizer que se você olhar por essa ótica não há qualquer motivo para se assistir além do primeiro filme da série. O filme é do mediano para o ruim e deixa você esperando por algo que nunca vem: história. Eu não pretendo discutir sobre as qualidades do livro (até porque não o li) mas o filme é algo dispensável. Vez ou outra surge essa modinha ao redor de alguns filmes e nada contra isso, o problema é começar a confundir isso com qualidade e a beleza dos atores com talento. Para mim, qualquer série que se use do fato de ter mais de um filme para se tornar um filme aceitável não merece consideração. Assista Crepúsculo atentamente e tudo o que se percebe é a promessa de que a história se tornará interessante no restante da "saga". Porém eu também não gosto de desmerecer um filme só por causa do furor adolescente ( e as vezes um pouco mais maduro) ao seu redor. Há, de fato, algumas (poucas) qualidades no filme e entre as melhores estão a interpretação de Kristen Stewart (que parece ser uma boa atriz) e a de Billy Burke que parece estar solidificando a sua carreira em papéis coadjuvantes de forma competente. Bom, mas aí a dizer que Crepúsculo é o melhor filme sobre vampiros já feito (como eu tenho lido em alguns blogs) é forçar demais. A história vampiro-lobisomen-humano já está aqui desde o saudoso World of Darkness de Mark Hein Hagen e já foi utilizado a exaustão pela saga Underworld. Aqui fica a minha indicação de filmes de vampiro, todos sem dúvida melhores do que Crepúsculo.

10 - DRÁCULA 2000 (Dracula 2000 - 2000)

Drácula 2000, tem vários defeitos, a começar pelo título sofrível e algumas interpretações no mesmo nível (Johny Lee Miller e Omar Epps), mas tem qualidades redentoras: as boas interpretações de Gerard Butler (aqui ainda estreiando) e Christopher Plummer (sempre competente) e um ar de novidade a história de Drácula. O filme é imaginativo e inventivo e agradável de se assitir, cria uma nova mitologia para a lenda e se sai muito bem na empreitada.



9 - BLADE (Blade - 1998)

Blade é uma daquelas (raras) adaptações de um material que funciona melhor como filme do que como quadrinho e acerta em cheio em sua adaptação. Wesley Snipes encarna seu melhor herói e Kris Kristofferson mostra que ninguém interpretaria um Whistler melhor.



8 - VAMPIROS DE JOHN CARPENTER (VAMPIRES - 1998)

Vampiros de John Carpenter é um extravagância no que diz respeito ao genêro de vampiros. Tudo no filme parece "b" e realmente é. A diferença é que fica claro que essa é a intenção de John Carpenter, fazer um filme exagerado sobre vampiros com muita ação e um clima meio western. A questão toda é que o filme diverte e James Woods como herói (por mais raro que isso seja) é sempre um acerto.



7 - DEIXE ELA ENTRAR (Let the right one in / Låt den rätte komma in - 2008)

Esse filme é simplesmente uma obra de arte e não o coloco mais acima na lista pois o assisti muito recentemente e os que estão acima dele são verdadeiros clássicos para mim. Mas a história de um garoto que descobre que sua amiga é uma vampira é dificilmente simplificado como um filme de vampiro e sim um drama sobre a dificuldade de relacionamentos e a aterrorizante capacidade de escolhermos o certo e o errado.



6 - ENTREVISTA COM O VAMPIRO (Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles - 1994)

Eu sempre achei Entrevista Com O Vampiro um filme ruim e posso dizer que sempre pensei assim pois sempre achei a interpretação de Brad Pitt e Tom Cruise (nesse filme especificamente) muito ruins. Porém com o tempo eu consegui perceber que todo o resto do filme é muito bom: os atores coadjuvantes, a ambientação, a trilha sonora, tudo. Entrevista Com O Vampiro também é o filme que me mostrou o mundo de Anne Rice, que infelizmente sofre com adaptações ruins (vide A Rainha dos Condenados) e eu pude perceber que ambientação é tudo, foi ai que eu percebi que Entrevista Com O Vampiro tinha grandes qualidades além da sua irritante dupla de protagonistas.



5 - 30 DIAS DE NOITE (30 Days of Night - 2007)

30 Dias de Noite é um filme que está nessa lista por pura coincidência. Eu não ia assistir o filme no cinema e desde então ninguém me recomendou ele. Eu não acho Josh Hartnett um bom ator (mudei de opinião após esse filme) e acabei assistindo o filme porque acabei perdendo a sessão de outro filme. Bom, o filme é bom e tem acima de tudo um clima apropriado, um bom ritmo e parece ter conseguido atingir uma qualidade que normalmente não se esperaria de um elenco e diretor como esses.



4 - A SOMBRA DO VAMPIRO (Shadow of Vampire - 2000)

As filmagens do clássico Nosferatu estão com problemas, uma vez que a estrela principal está levando o filme muito a sério. Ou não? Essa é a melhor interpretação de Willem Dafoe e nunca um filme do estilo "cinema olhando para o próprio umbigo" foi tão interessante...



3 - OS GAROTOS PERDIDOS (The Lost Boys - 1987)

Os Garotos Perdidos é um clássico da Sessão da Tarde, Sutherland sempre foi um bom vilão e esse filme não foge a regra. Eu deveria ter colocado esse filme mais para baixo na lista, mas eu o assisti em uma época tão bacana e eu tinha a mesma idade dos protagonistas que é irremediável que esse filme seja um favorito para mim.



2 - UM DRINK NO INFERNO (From Dusk Till Dawn - 1996)

Um Drink No Inferno é o tipo de filme que você asiste e percebe que o diretor do filme teve a mesma sensação que você: se divertiu pra caramba! Um ainda recém chegado a Hollywood, Robert Rodriguez reuniu alguns amigos e fez tudo o que poderia se esperar de divertido de um filme de vampiros sem enveredar para o pastelão. Tarantino é um dos protagonistas e você sente a influência dele durante todo o filme. Clooney conseguiu mostrar que era um protagonista decente longe de Plantão Médico, Rodriguez se fixou em Hollywood, Tarantino apresentou ao mundo Earl McGraw (que voltaria em Planeta Terror e Kill Bill) e todo mundo conseguiu o que queria.



1 - DRÁCULA DE BRAM STOKER (Bram Stoker's Dracula - 1992)

Francis Ford Coppola dirigindo um elenco encabeçado por Gary Oldman e Anthony Hopkins, como isso poderia dar errado? Dracula de Bram Stoker é simplesmente o melhor filme de vampiro já feito. Tudo é interessante e bonito no filme e como se isso não fosse o bastante, a trilha sonora é uma das minhas favoritas.


Este post foi originalmente publicado em The Grovers.

19 de agosto de 2010

O CAÇADOR DE PIPAS (Kite Runner - 2007)

Amir é escritor e acaba de receber da editora seu primeiro livro. O telefone toca e uma voz amiga que a muito tempo ele não ouvia diz: "...há um jeito de ser bom de novo...".

O Caçador de Pipas é a adaptação cinematográfica do romance de Kaled Hosseini de título homônimo que conta a história de Amir desde sua infância no Afeganistão até sua vida adulta nos Estado Unidos.

No livro, Amir narra a própria história com detalhes dos seus sentimentos. O filme é "contado" em 3ª pessoa e não conseguiu dar conta destes detalhes e alguns espectadores podem ficar confusos em relação à proposta da trama. A história do livro aborda o tema amizade com adjetivos contrastados que resultam em seu real significado, tais como traição X confiança, amor X ódio, vergonha X orgulho. O filme por sua vez, foca mais na covardia de Amir e na relação com seu pai, quando o foco da trama eram seus sentimentos em relação a seu amigo Hassan

Sobre a história que livro e filme contam: Amir é criado pelo pai, pois sua mãe já era falecida, e convive na mesma casa com o criado de seu pai e o filho dele (?), Hassan. Os dois meninos brincavam diariamente juntos e sua diversão predileta era caçar pipas. Hassan era um exímio caçador de pipas e Amir orgulhava-se de ter mais que um criado, um amigo que faria tudo por ele. A amizade é posta à prova quando Amir vê Hassan sendo violentado e estuprado por outro garoto, Assef... e ele só olha envergonhado e nada faz para defender o Hassan, e nem mesmo conta ao amigo o que viu, ou a seu pai. Pior, por não conseguir olhar para Hassan, ele o acusa de ter roubado seu relógio e seu pai se vê obrigado a explusar o criado e seu filho de sua casa. Essa vergonha de ter sido covarde e mentiroso o tortura pelo resto da vida, até mesmo quando já mora nos EUA com o pai, após fugirem do Afeganistão por causa invasão Soviética. No entanto, um dia o amigo de seu pai, Rahim Khan, o telefona e dá a ele a oportunidade de se redimir com Hassan: ...há um jeito de ser bom de novo...".

Hassan e Amir.
O diretor Marc Forster, assim como o roteirista David Benioff teriam sido mais felizes se tivessem seguido a narrativa do livro, em 1ª pessoa, possibilitando ao personagem Amir dizer o que sentia, a fim de completar o que as imagens não conseguiram exprimir. Além disso, ricos detalhes da obra literária, não foram abordados como o drama com o filho de Hassan e as dificuldades de levá-lo para os EUA, ou ainda as questões históricas do Afeganistão e a abordagem de suas diferenças étnicas foram deixadas de lado no filme, sendo que isso explica muitas das atitudes de Baba, o pai de Amir e dos demais personagens, pois a história vai se fechando sob a opressão do regime Talibã.

O filme fez um sucesso medíocre comparado ao livro. E acredito, entretanto, que se não fosse pelo que a obra de Hosseini conquistou no mundo, o filme não teria chamado tanta atenção. É uma bela história que não conseguiu sua fidelidade no Cinema. Marc Forster é um bom diretor e o filme tem bons atores, mas me parece, enfim, que o drama poderia ter sido melhor aproveitada. Mas minha opinião também é muito influenciada porque li e me encantei com o livro.

De qualquer forma, vale a pena ver este filme. A fotografia é muito bonita e pode-se ter noção do que passaram os filhos do Afeganistão após tantas guerras. Sugiro, não obstante, a leitura do livro antes, e tirem suas próprias conclusões.

Vejam o trailer abaixo e não esqueçam de comentar!

Até a próxima.


17 de agosto de 2010

Tropa de Elite 2 (novo trailer)

Devo confessar que me agradou muito o primeiro filme, visto que eu estava com os dois pés atrás. Apesar de cansado de ver filmes sobre a violência nos subúrbios de São Paulo e Rio de Janeiro ou sobre a desgraça que é a vida do nordestino, resolvi dar crédito e Tropa de Elite (2007) me surpreendeu com um roteiro bem estruturado, excelente atuação de Wagner Moura e André Ramiro, além da direção impecável de José Padilha. Agora vem Tropa de Elite 2...

À primeira vista me parece ser uma sequência oportunista, dado o sucesso do primeiro filme, assim como foi feito com os filmes Se eu fosse você 2 e Os Normais 2 (ambos muito ruins por sinal, ao contrário de suas primeiras partes). Por que minhas expectativas são baixas? São baixas em relação ao conjunto de obra, porque o primeiro filme foi feito como que para ser único, sem muitos ganchos para ser parte de uma obra completa como trilogias, mas principalmente porque o primeiro filme é intimista, narrado em primeira pessoa, mostrando o drama do personagem principal em largar o BOPE. O primeiro filme tem cenas de ação, mas está muito mais para um drama.

Por outro lado, se é para ver um bom filme de ação nacional, um chão que não estamos acostumados a pisar, aí minhas expectativas são grandes, principalmente com as cenas deste trailer do filme. Se é para o Cinema Nacional evoluir em diversos gêneros, aí deve ter todo o nosso apoio. Entretanto, eu esperava um título estilo Hebert Richers, como "Tropa de Elite 2: a Vigança", ou "...:O Retorno", ou ainda "...:O Morro Contra-Ataca"...

Tropa de Elite 2 chega com este trailer às salas de Cinema na próxima sexta, dia 20 de agosto. A estreia do filme está marcada para 8 de outubro. Não dá para perder, dá? Até lá, confiram abaixo o novo trailer. E não esqueçam de comentar aqui depois que virem o filme, ok?

Até a próxima.


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