27 de setembro de 2011

Contra o Tempo (Source Code, 2011)

Ficção científica aborda deslocamento temporal em realidades paralelas. O tema é interessante, mas o filme não emplaca.

No longa, o capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) desperta dentro de um trem conversando com uma mulher que não conhece e se dá conta que está dentro do corpo de outra pessoa. Após um tempo, o trem explode, mas ele não morre, volta a seu corpo original e acorda dentro de uma cápsula. Colleen Goodwin (Vera Farmiga) é uma oficial das Forças Armadas, responsável por monitorar o trabalho de Stevens no programa experimental do governo, criado para investigar atendados terroristas. Juntos eles deverão encontrar o suspeito para evitar outros atentados na sua realidade.

Para entender bem o filme, é bom ter algum conhecimento básico de física quântica para acompanhar a explicação do filme. Em suma, o que ocorre não é uma viagem no tempo, mas um deslocamento para um tempo anterior ao atentado que explodiu o trem, em uma realidade paralela. 

A missão de Stevens é descobrir quem realizou o atentado, em 8 minutos. Ele volta ao mesmo instante e no mesmo corpo, quantas vezes forem necessárias para desvendar o terrorista.  Evitar o atendado e tentar salvar aquelas pessoas é insignificante, pois acontece em uma realidade paralela e, aquela a qual ele pertence, não se alteraria.

Durante a missão, ele acaba se apaixonando pela moça que está sempre sentada à sua frente no trem, Christina Warren (Michelle Monaghan) e, além de descobrir o terrorista, ele pretende encontrar um meio de salvar aquelas pessoas naquela realidade.
O thriller de ação é interessante, mas falta ritmo para o filme. A história, em si, acaba se tornando pouco emocionante e mais conceitual e, ainda assim, acredito que poderia ter sido melhor aproveitado, com outros paradoxos, outras conexões. Acredito que tenha faltado experiência para o diretor Duncan Jones, que recebeu boas críticas por Lunar (Moon, 2009), mas ainda não encontrou seu lugar ao sol. E, por incrível que pareça, sinto que o título em português faz mais sentido do que a tradução literal do original em inglês: "Código Fonte".

O filme estreia na próxima semana nos Cinemas, mas já é possível baixar Contra o Tempo em resolução de BlueRay em alguns sites como o www.piratebay.org e legendas no www.legendas.tv. Uma obra que te faz pensar sobre física quântica, mais do que se divertir. Bom para quem está entrando no mundo dos nerds.



21 de setembro de 2011

Confi@r (Trust_, 2010)

Filme aborda a pedofilia através da internet e põe em xeque a confiança entre pais e filhos.

Desde o final dos anos de 1990, quando a internet se pulverizou, sites e programas de bate-papo ganharam força,  principalmente entre adolescentes. O fato de poder se comunicar com uma pessoa que não conhece, dizer o que quiser e o que sente, sem olhar nos olhos ou estar perto fisicamente, favoreceu muito a ação de maníacos sexuais, pervertidos, criminosos.

Até que ponto os pais podem ou devem invadir a privacidade de seus filhos adolescentes? Ainda não tenho filhos, mas atesto que a resposta seja "sempre que necessário para preservar a sua segurança". A questão é que nem sempre se consegue entender os filhos e manter plena a confiança, que deve ser mútua. O novo filme de David Schwimmer (o Ross do seriado Friends) como diretor de cinema aborda essas situações de forma tensa e provoca o debate sobre liberdade e confiança entre pais e filhos.

No longa, Annie (Liana Liberato), está completando 14 anos e ganha de seu pai, Will (Clive Owen), um laptop. Por mais que ele controle o uso, ela passa horas em um site de bate-papo e por mensagens de celular, conversando com um amigo feito pela internet, Charlie (Chris Coffey). O "rapaz" conta a ela que tem 16 anos, está no colégio, mora na Califórnia e que também joga vôlei. Eles mantêm conversas em tons amorosos e, às vezes, mais picantes, durante 2 meses. Após o período, resolvem se conhecer pessoalmente.

Quando se encontram, Annie tem um choque ao ver que Charlie tem, na verdade, 35 anos. Ele a convence de que é a mesma pessoa e faz a sua cabeça de que mentiu a idade porque não tinha certeza se ela seria madura para aceitar um relacionamento pela diferença de idade. Entre galanteios, Charlie diz que ela é "única", que é "linda" e que a "ama". Eles vão então para um motel e, mesmo com certo medo da situação, ela acaba se entregando a ele. 

Sua melhor amiga descobre o que aconteceu, e denuncia o abuso sexual. Annie vê seu mundo virar de ponta cabeça quando o FBI e seus pais são envolvidos. Enquanto as autoridades investigam o caso, Will e sua esposa, Lynn (Catherine Keener) precisam fazer sua filha se dar conta do que aconteceu e recuperar a confiança na família.

Entretanto, a tarefa fica mais difícil, pois Will fica paranoico e sente-se culpado por não ter conseguido proteger a filha, mesmo mostrando-se sempre um pai presente e preocupado com a família. Sente-se traído por Annie, que deixou tudo se desenrolar e nunca comentou nada de que pudesse "desconfiar". Ele pensa, dia e noite, em uma forma de encontrar o maníaco que a violentou para prendê-lo, espancá-lo ou, se possível, matá-lo.

Uma obra que mexe com os brios de qualquer um que compreenda o valor de família, de segurança e, sobretudo, de confiança. Um filme que faz qualquer um pensar: o que eu faria se eu fosse o pai? O que eu faria se fosse a filha? E o pior é terminar o filme percebendo que qualquer um à sua volta pode ser um maníaco pedófilo e que nunca realmente conhecemos as pessoas ou o que elas podem fazer.

David Schwimmer se mostra como um diretor capacitado. Clive Owen está em um de seus melhores personagens e a jovem Liana Liberato merece destaque pela brilhante atuação em um papel tão complicado. No geral, o filme é ótimo.

Cabe uma reflexão: a tarefa dos pais é dar educação e amor; mostrar aos filhos o que é certo e errado desde pequenos. Confiança é algo que se conquista diariamente, mas se esvai como areia ao vento. No fim, os atos dos filhos continuam sendo responsabilidade deles próprios, por pior que os pais possam se sentir. Pai ou filho, faça o seu melhor, desconfie de todos e nunca esqueça daquele ensinamento simples que recebemos quando somos crianças: "Nunca fale com estranhos!".


20 de setembro de 2011

SEM SAÍDA (Abduction, 2011)

Filme de ação adolescente é bom. Bem conduzido e sem exageros.

Nesta segunda, 19 de setembro, estivemos na première de Sem Saída a convite do Clube do Assinante ZH. O evento apresentou uma obra interessante e que faz refletir sobre a evolução do gênero e a conquista de um público mais jovem.

Tiros, explosões, socos e pontapés; herói, mocinha, bandidos soviéticos e conspiração envolvendo a CIA. Você já deve ter visto estes elementos em muitos filmes desde a década de 1950. Tudo isto está no novo filme de John Singleton (de +Velozes +Furiosos). Aqui você pode se questionar: se o filme é puro clichê, porque ele é bom? Porque Singleton evoluiu e conseguiu fazer um filme de ação, com drama adolescente, prendendo a atenção do espectador até o fim e, sobretudo, sem abusar de efeitos especiais.

Em Sem Saída, Taylor Lautner (de A Saga Crepúsculo) é Nathan, um adolescente típico: sente-se um estranho dentro de casa e só pensa em festas e garotas; sente que o pai exige demais dele, insistindo para seja um grande lutador, enquanto sua mãe o ensina o significado de 'confiança'. Ele e sua vizinha Karen (Lily Collins) são colegas de classe e vivem uma tensão amorosa. Eles terão a oportunidade acertar as contas quando um professor os coloca para fazerem juntos um trabalho de sociologia. Durante o estudo, Karen descobre um site que mostra como crianças desaparecidas seriam nos dias atuais. Para a surpresa dos dois, a imagem de Nathan aparece como a de uma delas.

Nathan não se conforma que seja apenas coincidência e começa a vasculhar por fotos suas e roupas de quando era pequeno, e se questiona: se ele é a criança desaparecida do site, quem são aqueles que dizem ser seus pais (?). No momento em que ele indaga sua mãe, ela confirma o fato, mas assassinos profissionais invadem sua casa e matam seus pais. Nathan foge com Karen sem respostas e com mais perguntas. Em meio à fuga, a CIA e ex-agentes secretos soviéticos estão atrás deles. Para se salvarem, terão de descobrir quem são os verdadeiros pais de Nathan e em quem confiar.

A trama é leve e, como disse, bem conduzida. Singleton soube se sair bem, sem grandes cenas de perseguição e grandes explosões, andando bem na linha do thriller psicológico em alguns momentos. As cenas de luta são bem coreografadas e verossímeis, ponto forte do jovem Taylor Lautner, que, apesar de ter apenas 19 anos, se mostra como um ótimo artista marcial e um bom ator.

O filme ganha mais força por ter um bom elenco com Alfred Molina, Sigourney Weaver, Jason Isaacs e Maria Bello. Para um longa de ação, tem um bom fluxo de tensão, emoção e pausas para respiração. Perde um pouco de ritmo no final, dando mais foco para o drama, mas se resolve bem e não deixa furos.

Pode ser uma boa oportunidade para Hollywood refletir sobre os gastos exagerados, muitas vezes, desnecessários. Muitos diretores, atualmente, atrolham os filmes de ação com efeitos especiais (e gastam milhões com isso) para preencher a mediocridade da trama. Quando um roteiro é bem escrito e o filme é bem dirigido, por mais clichê que seja a história, o longa pode ser ótimo. Sem Saída mostra que há sempre uma saída.

15 de setembro de 2011

Conan - O Bárbaro (Conan - The Barbarian, 2011)

Filme do Cimério tem qualidades e defeitos, mas pelo menos tenta ser algo melhor...

Graças à parceria com o Clube do Assinante ZH, estivemos na première de Conan e podemos contar a vocês o que esperar deste longa que estreia sexta-feira nos cinemas.

Antes de assistir Conan, o filme já tinha duas comparações involuntárias na minha mente. A primeira, e mais óbvia, é a versão para o cinema de John Milius de 1982 estrelada por Arnold Schwarzenegger. Já a segunda, remete ao fato de que eu sempre fui um grande fã das revistas do persosnagem - no ínicio da década de 90, quando eu recém havia aprendido a ler, eu não lia Turma da Monica, eu lia A Espada Selvagem de Conan e isso sempre foi um motivo de orgulho para mim. Mas, voltando ao filme, essas comparações já haviam ganho da nova película antes mesmo de eu assistí-la e, de alguma forma, eu estava receoso de assistir um filme que eu temia transformar um personagem tão querido para mim em algo que fosse motivo de piada.

Quando penso no longa de 1982 (eu tento esquecer a sequência Conan, O Destruidor, que foi divertida, mas infinitamente inferior) eu lembro que ele não apresentava um Conan muito fiel ao imaginado pelo autor Robert E. Howard. Apesar de ser um bárbaro da Ciméria com "músculos de aço", Conan também era um guerreiro astuto e um ladrão ágil, um líder que em mais de uma oportunidade liderou revoltas e exércitos. No entanto, essas últimas características estavam ausentes na atuação de Schwarzenegger. Para o filme de Milius funcionava, pois era trash sem se envergonhar disso - havia um certo exercício de liberação necessário a uma produção que se dispõe a filmar a história de um guerreiro bárbaro cuja vida é uma sucessão de lutas, bebidas e mulheres semi-nuas que precisam ser resgatadas, a única exceção a essa regra era quando a mulher semi-nua não precisava ser resgatada.
Finalmente chegamos ao filme de Jason Momoa, dirigido por Marcus Nispel, cujos créditos cinematográficos incluem os fracos, mas financeiramente rentáveis O Massacre da Serra Elétrica e Sexta Feira 13 (ambos remakes).

O Conan de Momoa é superior ao de Schwarzenegger no que diz respeito à fidelidade ao herói dos quadrinhos. Aqui podemos ver o ladrão ágil, o pirata habilidoso e o guerreiro implacável e levemente amoral que Howard imaginou. Ainda que a presença de tela de Momoa não seja tão cativante quanto a do austríaco Schwarzenegger, ele faz um trabalho razoável e não há razões para reclamar. Entre os coadjuvantes, Ron Pearlman mostra que mesmo sendo canastrão é possível fazer um bom papel em um filme. Stephen Lang mostra que é bom ator transformando um vilão caricato em algo passável e Rose McGowan se sai bem no papel da exótica Marique. Digno de nota também é o jovem Leo Howard que faz o papel de Conan jovem. Ele consegue passar a credibilidade de uma criança selvagem e ao mesmo tempo astuta, que começa desde cedo a mostrar suas habilidades com a espada. Todo o resto do elenco é dispensável.
Na minha opinião, Conan é algo novo que eu ainda não havia visto no cinema, não a história em si, que não chega ao nível das histórias em quadrinhos, mas a maneira como o filme é feito. Conan é fruto de um diretor inteligente, mas sem talento. Ouvimos críticos e fãs reclamarem incontáveis vezes dos mesmos erros e clichés em filmes. O vilão raso, o ritmo apressado demais, a suavização da violência que o herói apresentava em seu veículo original na sua transposição para as telas (nunca se perguntou por que, no cinema, Wolverine nunca fica com suas garras sujas de sangue?) e diversos outros erros que acontecem sempre e fazem você se questionar porque os diretores/produtores não ouvem as milhares de queixas e voltam a cometer os mesmos erros. Conan é algo novo porque tenta não cometer nenhum destes erros. A inteligência do diretor Nispel fica clara quando ele toma seu tempo para tranquilamente mostrar a infância de Conan nos primeiros 30 minutos do filme. Nos quadrinhos sempre foi dito que Conan nasceu no campo de batalha, o diretor conseguiu traduzir isso de forma brilhante na abertura do filme. Se a narração inicial da Era Hyboriana era algo único e misterioso no filme de 1982 agora temos a voz de Morgan Freeman apresentando a história, algo que não fica devendo ao original.

Outro erro que vemos se repetir na maioria dos filmes e Conan consegue evitar é o uso excessivo de efeitos especiais. Ainda que uma cena na qual Conan enfrenta vários inimigos formados por areia seja claramente descartável, no resto do filme não vemos Conan se embromar com algum monstro completamente criado em CG,  algo que eu infelizmente esperava.

Se você é fã de Conan fique tranquilo, porque o âmago das histórias do Cimério estão representadas no filme. Lutas, monstro, belas mulheres nuas e sangue, muito sangue! Se há um mérito que reside sobre os ombros dos produtores do filme é não ter se vendido (como a maioria das adaptações dos quadrinhos) e ter diminuído a violência apenas para conseguir uma classificação livre.

Entretanto, os problemas do filme são grandes e comprometem a qualidade e o resultado final, infelizmente. A iluminação é ruim, para dizer o mínimo. Eu simplesmente não conseguia assistir ao filme em certass partes e tive que retirar o óculos 3D algumas vezes para identificar quem era quem nas cenas de luta que, por sua vez,  foram prejudicadas por uma edição apressada e pouco inspirada. Até quando editores vão achar que enganam espectadores de que uma luta é extremamente veloz ao colocarem cortes excessivamente rápidos na tela? Na maioria das vezes no cinema atual eu simplesmente não sei mais quem é quem em uma luta.

Talvez isso esteja se tornando repetitivo, mas aqui vamos nós de novo: o 3D é dispensável. No caso de Conan eu diria mais: prejudica o filme. Os óculos deixam a projeção ligeiramente mais escura e, em um filme com a iluminação tão ruim quanto a de Conan, isso é intragável.
A trilha sonora é fraca e francamente descartável se comparada ao clássico de Basil Poledouris no filme de 1982. Mas o grande erro do filme é não ter o tom épico presente tanto nas histórias quanto no filme de Milius. 
Conan - O Bárbaro  pode te animar e te deixar algumas impressões boas, mas depois de algumas horas longe do cinema, será apenas um filme de Sessão da Tarde.

Infelizmente é um filme que prova que inteligência não substitui talento, pelo menos, não no Cinema.


13 de setembro de 2011

Brasileiros pré-candidatos ao Oscar 2012

O Ministério da Cultura divulgou ontem, dia 12 de setembro, a lista dos 15 longa-metragens brasileiros que vão disputar vaga de candidato ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012. O nosso indicado será anunciado em 20 de setembro pela Comissão Especial de Seleção, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.

Ainda não assisti a todos os pré-selecionados, mas por uma questão quase óbvia, meu palpite é que o indicado seja Tropa de Elite 2. Seria muito surpreendente se outro filme superasse o maior blockbuster brasileiro, recorde de bilheteria nacional de todos os tempos. Não só por isso, mas pela forma como ele aborda a questão da violência no país em todos os níveis da sociedade, sem deixar de lado os dramas de uma pessoa real que é o personagem de Wagner Moura, o Coronel Nascimento, acaba por ser uma história interessante para se passar lá fora (veja a crítica do filme aqui).

Veja, abaixo, a lista dos pré-candidatos:

- A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires – Mundo Imaginário Produções Cinematográficas LTDA.
- As mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes – Luz Produções Cinematografia LTDA.
- Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo – Total Enterainment.
- Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini – Tvzero Cinema LTDA.
- Estamos Juntos, de Toni Venturi – Olhar Imaginário Ltda.
- Família Vende Tudo, de Alain Fresnot – A.F.Cinema e Vídeo.
- Federal, de Erik de Castro – BSB Cinema Produções.
- Filme Vips, de Toniko Melo – 02 Cinema Ltda.
- Histórias Reais de um Mentiroso VIPS, de Mariana Caltabiano – Mariana Caltabiano Criações.
- Lope, de Andrucha Waddington – Conspiração Filmes S/A.
- Malu de Bicicleta, de Flávio Ramos Tambellini – Tambellini Filmes e Produções Audiovisuais.
- “Mulatas! Um Tufão nos Quadris”, de Walmor Pamplona – Carioca Filmes.
- “Quebrando o Tabu”, de Fernando Grostein Andrade – SPRAY Filmes S/S LTDA.
- Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra – Dezenove Som e Imagem.
- Tropa de Elite 2, de José Padilha – Zazen Produções Audiovisuais Ltda.


E aí, qual é a sua opinião?

Eu só espero que não escolham outro fiasco como Lula, o Filho do Brasil...

6 de setembro de 2011

Planeta dos Macacos lidera bilheterias

Deste último fim de semana, o novo Planeta dos Macacos segue com a medalha de Ouro, seguido de Smurfs e O Homem do Futuro.
O site Filme B publicou recentemente as 5 maiores bilheterias no Brasil, dos dias 2, 3 e 4 de setembro. Planeta dos Macacos: a Origem alavancou mais 4,35 milhões de reais, enquanto Smurfs, em segundo lugar, faturou mais  2,52 milhões de reais. Estreante nacional, O Homem do Futuro já atingiu a marca de 2,10 milhões e a tendência é que, com as boas críticas ao filme, ele supere ainda mais essa marca.

Deu a Louca na Chapeuzinho 2, que nem foi muito comentado, conseguiu o 4º lugar, com 1,66 milhões de reais, enquanto Lanterna Verde ficou em 5º com mais R$ 1,63 milhões na conta bancária.

No acumulado do ano, Rio aparece em 1º lugar, seguido de Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 2 e Piratas do Caribe 4, em 2º e 3º lugar, respectivamente. Nenhum filme brasileiro está entre os 10 primeiros. O levantamento do Filme B mostra que é um público jovem, de consumo pop e avesso às produções nacionais, que estão lotando as salas do Brasil. A tabela abaixo dá uma noção disso.


1RIOFOX
2HARRY POTTER E AS... PTE 2WAR
3PIRATAS DO CARIBE 4DIS
4OS SMURFSSONY
5ENROLADOSDIS
6TRANSFORMERS: O LADO OCULTO...PAR
7CARROS 2DIS
8VELOZES E FURIOSOS 5UNI
9CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO...PAR
10KUNG FU PANDA 2PAR
fonte: SDRJ / Pesquisa: Filme B

Uma notícia animadora para as produtoras e distribuidoras é que o consumo de Cinema no País já superou R$ 1 bilhão. Já são mais de 100 milhões de ingressos vendidos. 

2 de setembro de 2011

Vingadores: Primeiras imagens do Set em Nova York

Caíram na net as primeiras imagens do set do filme dos Vingadores em Nova York. As imagens são de filmagens realizadas hoje na cidade. Aparentemente se trata do famoso jato dos Vingadores: o Quinjet.








O HOMEM DO FUTURO (2011)


Rafael Seibel esteve, a convite do Clube do Assinante ZH, na pré-estreia deste longa que estreia hoje. Saiba o que esperar:

A qualidade da safra atual do cinema nacional é inegável, com grandes filmes, clássicos em alguns casos, mas sempre há um pouco de desconfiança. Filme brasileiro, que é misto de comédia-romântica com ficção cientifica sobre a viagem em uma maquina do tempo, o que esperar?

Zero (Wagner Moura) é um cientista genial que tem uma vida amarga, onde carrega a humilhação pública na faculdade há 20 anos e que o levou a perder Helena (Alinne Moraes), o grande amor de sua vida. Certo dia, uma experiência acidental, com um de seus inventos, faz com que ele viaje no tempo, mais precisamente, à data da festa onde foi humilhado. Ele percebe que tem a chance de alterar seu futuro, não se permitindo os mesmo erros. Zero retorna ao presente totalmente modificado e percebe uma realidade a qual não acreditava ser possível. 

O filme apresenta mais uma grande atuação de Wagner Moura como Zero, nas mais diferente alternativas de seu futuro e de encontros com a Helena vivida de forma destacada por Aline Moraes. O roteiro flui de forma muito leve e natural e, ao longo da história, tem todas as sua pontas amarradas entre idas e vindas, do passado e do futuro. O destaque está na trilha sonora, pelo menos para mim, pois foi uma verdadeira viagem tempo: Legião Urbana é nostálgico e está bem colocado. 

Há algum tempo que não assistia um filme como o Homem do Futuro. Quando chega o seu final, traz uma sensação de que poderia ter mais algumas horas e que seria prazeroso da mesma forma. Muito divertido e inovador. Recomendo-o, mesmo que tenha bebido em uma fonte clássica no cinema. Não é, Mcfly?

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