7 de janeiro de 2011

Estreias: Enrolados; Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família; Além da Vida; ...

Essa semana as estreias são bem variadas e imperdíveis! Confira:

ALÉM DA VIDA (Hereafter, 2010)

Além da Vida conta a história de três pessoas que são perseguidas pela mortalidade em formas diferentes. Matt Damon é George, médium, já incrédulo com as intervenções. Do outro lado do mundo, Marie (Cécile de France), é uma jornalista francesa que passou por uma experiência de quase-morte. E quando Marcus (Frankie/George McLaren),  garoto Londrino, perde seu irmão gêmeo, a pessoa mais próxima de si, ele precisa desesperadamente de respostas. As três vidas irão se encontrar e mudar o rumo da história de cada um deles.

Filme dirigido pelo grande Clint Eastwood que, cada vez mais, mostra a sua capacidade de dirigir diferentes gêneros e atores das mas diversas categorias. É uma das grandes estreias dessa semana, e um dos finalistas ao Oscar (efeitos especiais).



ENROLADOS (Tangled, 2010)

Enrolados, do Walt Disney, uma comédia de animação musical sobre uma menina com mágicos cabelos dourados de mais de 21 metros de comprimento. Rapunzel é mantida presa em uma torre e sonha com aventuras. Agora uma adolescente, determinada e criativa, ela realiza uma fuga de arrepiar os cabelos com ajuda de um ousado bandido. Rapunzel e seu amigo encontram aventura, emoção, humor e muitos cabelos. Esta comédia é uma adaptação reimaginada do clássico dos irmãos Grimm.

Uma grande animação para esse ano, que merece destaque pelo roteiro que foi escrito por Nathan Greno, de Irmão Urso. É também a volta da Disney com os clássicos dos contos de fadas.





ENTRANDO NUMA FRIA MAIOR AINDA COM A FAMÍLIA (Little Fockers, 2010)

A comédia que relata a história de Greg (Ben Stiller) e sua esposa Pam (Teri Polo), adiciona à família, nesta sequência, os irmãos Henry e Samantha Focker, gêmeos de cinco anos do casal. O garoto será gentil e bastante sensível, enquanto a garota será travessa e se interessará por atividades mais masculinas, como carros.

É o terceiro filme da série e promete nos fazer rir muito com as excelentes atuação de Stiller e De Niro.







INCRONTROLÁVEL (Unstoppable, 2010)

Uma composição carregada de produtos altamente tóxicos está desgovernada e o perigo é iminente. Um maquinista (Chris Pine) e um engenheiro experiente (Denzel Washington) precisam evitar que uma pequena cidade em seu caminho seja destruída. A única saída é botar em prática uma operação muito arriscada, mas o tempo corre contra eles e o plano tem tudo para sair dos trilhos. Inspirado em fatos reais.

Denzel Washington volta às telas com uma grande aventura, mais uma vez com o diretor Tony Scott, de o Sequestro do Metrô 123.






A ÁRVORE (L'Arbre, 2010)

Na Austrália, um casal vive feliz com os quatro filhos pequenos. Mas a morte brutal do homem deixa a família totalmente devastada. Cada um, para continuar a viver, reage à sua maneira. A normalidade, porém, é retomada pouco a pouco e a jovem viúva busca forças no trabalho. Estranhamente, a natureza invade a vida da família: rãs presas no banheiro, ratos que andam de um lado para o outro, e a árvore torna-se cada vez mais presente, comprometendo seriamente as estruturas da casa.

O filme é uma abordagem sobre morte e superação. Demonstra diferentes maneiras que as pessoas encontram para superar uma perda.




E aí, qual é a sua escolha?

6 de janeiro de 2011

TOP 10 POLICIAIS DO CINEMA

Esses caras podem ser anti-éticos, anti-heróis, brutamontes, mas são os melhores contra o crime e são incorruptíveis. Esses são heróis de algumas gerações:

10. Alex J. Murphy (Robocop, 1987)
Após ser trucidado por uma quadrilha, em Detroit, e dado como morto, a multinacional OCP transforma Alex Murphy (Peter Weller) em um cyborg de combate ao crime chamado Robocop. As lembranças de Murphy, porém voltam para atormentá-lo e ele começa a busca por vingança. Enfrentando outros robôs e a quadrilha mais perigosa da cidade, não existem barreiras paras esse super policial.

9. Jim Malone (Os Intocáveis, 1987)
Nos anos 30, em Chicago, Elliot Ness (Kevin Costner) e um grupo de homens corajosos lutam para se livrar de Al Capone, o maior gângster da história, cruel e perigoso. O policial Jim Malone (Sean Conery) torna-se um mentor do grupo, exemplo de policial durão e correto.

8. Ivan Danko (Inferno Vermelho, 1988)
O Capitão Soviético, Ivan "Mandíbula de Ferro" Danko (Arnold Schwarzenegger), é enviado aos EUA para capturar o traficante Viktor Rostavilli, mas acaba caindo numa rede de armações de grupos de bandidos associados a Viktor. Para essa luta, ele conta com um parceiro pouco correto, interpretado por James Belushi que o levará ao duelo de titãs, entre Danko e Rostavilli.

7. Jake Hoyt (Dia de Treinamento, 2001)
O policial Jake Hoyt (Ethan Hawke) persegue seu sonho de se tornar investigador e põe à prova, em apenas um dia, que é o homem certo para o trabalho quando surge a oportunidade de fazer um treinamento com Alonzo Harris (Denzel Washinton), um policial experiente, mas corrupto. No fim, Hoyt faz merecer entrar para este ranking.

6. Marion Cobretti (Cobra, 1986)
Especializado em psicopatas, o Tenente Marion "Cobra" Cobretti (Sylvester Stallone), investiga uma onda de assassinatos intrigantes. Como testemunha de um crime, a modelo Ingrid passa a ser protegida por Cobra que o ajuda a desvendar todos os outros crimes. O cara é "fodido".

5. Capitão Nascimento (Tropa de Elite, 2007)
Capitão do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro, a Tropa de Elite, Nascimento (Wagner Moura) busca alguém para substituí-lo, mas precisa garantir a segurança do Papa que está para visitar a cidade maravilhosa. No segundo filme (de 2010), o agora Coronel Nascimento, dá melhor exemplo do seu caráter incorruptível e desejo de acabar com o tráfico de drogas e violência nas favelas do Rio de Janeiro, financiada por políticos corruptos, nem que seja com as próprias mãos.

4. Axel Foley (Um Tira da Pesada, 1984)
Sucesso de bilheteria dos anos 80, a história conta como o policial Axel Foley (Eddie Murphy) vai a Los Angeles atrás de vingança contra bandidos que mataram o seu melhor amigo e parceiro em Detroit. Contando com a ajuda de dois agentes locais, esse tira, metido a engraçadinho, apronta todas para acabar com a organização criminosa. Sucesso para garantir 2 sequências e a nossa 6ª posição!

3. Harry Callahan (Dirty Harry, 1971)
Dirty Harry é uma coleção de 5 filmes que contam as perseguições do detetive durão Harry Callahan (Clint Eastwood) contra o crime de forma implacável. Pense em um tira durão, esse é Callahan.

2. John McClane (Duro de Matar, 1988)
Voltando para sua cidade para passar o natal com a família, o policial John McClane (Bruce Willis) foi pego de surpresa ao saber que o prédio onde vai passar as festas com sua esposa foi dominado por terroristas e que todos são feitos reféns. Simples policial? McClane é uma pulga atrás da orelha dos terrorista e não mede esforços para acabar com todos um a um. Quase um super-herói, McClane garantiu 3 sequências da pesada.

1. Martin Riggs (Máquina Moprtífera, 1987)
Martin Riggs (Mel Gibson) é um policial ensandecido, atormentado pela morte da esposa. Encontra em seu parceiro o contra-peso, mas é a sua loucura que os leva a acabarem com um bando de bandidos em todos os 4 filmes da franquia. Esqueça Chuck Norris, Gibson, depois de se mostrar implacável em Mad Max (1979), mostra que um policial durão, correto, não tem limites.

Coincidência, mas a maioria são dos anos de 1980. E você o que achou da lista? Que outros incluiria?

5 de janeiro de 2011

Por que os filmes orientais trazem mais sentimentos a quem os vê?

My Sassy Girl
O post de hoje é mais uma contribuição do geógrafo-cinéfilo, Marcus Zecchini:

Bom, um dos vários motivos que me fez começar a gostar de filmes orientais (japoneses, chineses e sul-coreanos, principalmente) foi a emoção que as películas nos passam — e, sem sentimentalismo, o que é importante para nos prendermos ainda mais ao filme. As amarrações da trama, envolvimento das personagens, o universo de suspense construído ao redor de uma cena. Seja qual for o gênero, os filmes orientais saem (e estão) à frente dos filmes ocidentais.

Não analiso a capacidade técnica das produções, mas, sim, o nível de envolvimento dos filmes. Uma obra que deixa bem claro esse envolvimento é My Sassy Girl (2001), uma comédia romântica na qual são trabalhados os conflitos entre o “não casal”. Esses conflitos são de comportamento, de pensamentos e de vida, mas há um envolvimento entre ambos, coisas simples do cotidiano deles vão transformando essa amizade inesperada em um sentimento mais forte, em que você se projeta do sofá para a tela. Esse efeito de envolvimento cativante pelos personagens é muito forte e, inesperadamente, nos vemos torcendo para que o casal se firme. É uma comédia romântica diferente, pois nela se trabalha o emocional em vez de apenas o carnal, como a maioria das comédias românticas ocidentais tanto fazem.

A Man Who Was Superman
Os protagonistas se tornam pessoas comuns, sem serem grandes exemplos de beleza, mas de modos de vida. O envolvimento é natural, assim como acontece em nossas vidas. Esse é o principal fator que faz com que os filmes orientais sejam mais sentimentais e menos melosos que os ocidentais. Claramente existem exceções do cinema hollywoodiano, como Reign over Me (2007) e The Pursuit of Happiness (2006), que abordam histórias muito bem elaboradas e possíveis de se acontecer, não são contos de fada e muito menos super-heróis que se apaixonam pela garota popular; chefe de torcida; inteligente da escola. Por falar em super-herói, um filme sul-coreano, A Man Who Was Superman (2008), é uma história real, na qual um homem é taxado de louco por se achar um super-herói. Narra a história de vida desse personagem, trazendo envolvimento à trama e a procurarmos entender os motivos de o “superman” agir assim.

De modo sucinto, pode-se dizer que os filmes orientais, principalmente aqueles que são trazidos a nós como comédia, na verdade são reflexões do nosso cotidiano, de nossas ações, desde a simples reflexão sobre a nossa existência a conflitos e tentativas de remediação de relações desgastadas entre pais e filhos, como em Riding Alone for Thousands of Miles (2005).

Riding Alone for Thousands of Miles
As produções orientais são baseadas em sentimentos sinceros e exploram nossas perturbações mais humanas, que são os sentimentos que ficam apenas em nossos pensamentos e que vagamente compartilhamos com alguém. Mas, aqui, compartilho com vocês o meu sentimento pelos filmes orientais: são motivadores, preservam nossas relações sociais, interferem em nosso modo de agir e pensar. De modo geral, são escolas de filmes diferentes: a japonesa traz relações familiares; os chineses, relações sobre o ser filosófico e suas concepções de vida; os sul-coreanos trazem as relações amorosas com suas comédias. Outro ponto que mostra a superioridade emocional nos filmes orientais é a série de remakes preparados por Hollywood.

Nos vemos em breve, com outras contribuições... e vejam filmes orientais, vale cada minuto."



Esse texto foi originalmente publicado em: radioblast.


4 de janeiro de 2011

A VIDA DOS OUTROS (Das Leben der Anderen, 2006)

O post de hoje é mais uma contribuição do Rainer Alves. Confiram!

Alemanha Oriental, Novembro de 1984. Cinco anos antes da queda do Muro de Berlim, o governo socialista tentava manter seu poder às custas de um sistema cruel de vigilância e controle. Quando um oficial de alta patente coloca um dos seus melhores agentes para espionar o famoso escritor Georg Dreymann e sua namorada Christa Maria Sieland, o agente esperava um avanço substancial na carreira.

Em seguida acontece algo que o agente Wiesler não esperava: ter acesso ao cotidiano íntimo do casal acaba mudando os seus valores e a perspectiva sobre o mundo ao seu redor. Ao acompanhar de perto "a vida dos outros", ele começa a ter noção da banalidade da sua própria vida e passa a conhecer o desconhecido mundo do amor, pensamento livre e liberdade de expressão, coisas que ele mal conseguia compreender.

O Agente Wiesler, em ótima interpretação do ator Ulrich Mühe, não é um indivíduo, mas sim uma metáfora para todo o regime nazista alemão, onde as pessoas eram incapazes de sentimento e faziam tudo que lhes era dito. Do outro lado temos o escritor famoso e sua esposa representado a contra-cultura, os intelectuais, que eram duramente perseguidos, presos e assassinados pelo governo.

O aspecto mais assustador no filme é a banalidade de tudo. Os escritórios nazistas são desprovidos de vida e os policiais discutem operações brutais como se fosse algo casual. Ver os agentes se comportando como serventes entediados, e a "casualidade" da função que exercem torna tudo mais assustador.

O diretor Florian Henckel-Donnersmarck, consegue recriar o clima de vigilância e espionagem constantes. Em uma das cenas mais perturbadoras, uma simples piada se transforma no centro de suspeitas e medo. É possível ter uma boa noção no filme de como era a vida para a população da Alemanha Oriental nos anos finais da DDR, ao serem obrigados a viver sob constante restrição da liberdade de opinião.

A Alemanha produziu vários filmes interessantes na última década, mas "A Vida dos Outros" está em um patamar muito além. As maiores qualidades de um filme, na minha opinião, sempre foram dois aspectos: boa história e boa ambientação; esse filme tem os dois. A história mantém você interessado durante o tempo todo, e a ambientação transporta você para os anos 80, durante a Alemanha socialista. As locações foram cuidadosamente escolhidas, o clima "acinzentado" é recriado com perfeição, e o medo que a população alemã sentia do próprio governo é retratado de forma impecável. Os últimos 20 minutos do filme são inacreditáveis.

Trata-se de um filme brilhante, e que merecidamente ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2007.

Abraços e feliz ano novo!

3 de janeiro de 2011

A REDE SOCIAL (The Social Network, 2010)

A Rede Social é um filme que parece falar sobre a internet, a criação do facebook e como seu criador se tornou o bilionário mais jovem do mundo, como se fosse uma biogafria. Esse é o pano de fundo, mas ele aborda principalmente sobre como funcionam as relações humanas, sobre o que é importante nas redes sociais, além de abordar a disputa de poder e como a vaidade movimenta isso.

O filme é dirigido por David Fincher (de O Curioso Caso de Benjamin Button, 2009), e conta a história de Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg, de Zumbilândia), um nerd de poucos amigos que, após ter levar um fora de sua namorada, faz alguns comentários maldosos sobre ela em seu blog e decide se vingar criando um site em que as pessoas escolhem quem é a mais bonita das estudantes de Harvard. O sucesso do site faz a rede da universidade cair em poucas horas, chamando atenção da segurança de redes. Dessa forma, Zuckerberg consegue o que queria, chamar a atenção da Universidade, o primeiro passo para participar de uma das fraternidades.

Dado esse acontecimento, dois estudantes ricos, e irmão gêmeos, convidam Mark para ajudá-los a fazer um site de relacionamento completamente inovadora, de uso exclusivo para quem é de Harvard. Inspirado por tudo que acontece ao seu redor, Mark Zuckerberg cria o site TheFacebook, com a premissa básica de adicionar amigos e pessoas com quem queira se relacionar, baseado basicamente no status "solteiro", "namorando", "casado".

O filme mescla cenas, por flashback, da história de como surgiu o facebook até ser processado pelos gêmeos e pelo seu melhor amigo, Eduardo Saverin (Andrew Garfield); e a história dos depoimentos e tratativas de acordos com estes que processaram Zuckerberg por ter "roubado" a ideia do facebook, com a presença de advogados.

A trilha sonora dá um aspecto pesado ao filme, os diálogos são bons e ágeis, às vezes rápido demais, exigindo muita atenção. A atuação dos atores não é ruim, mas não é das melhores. Jesse Eisenberg faz Zuckerber parecer um gênio, altista, mais do que um nerd viciado em computador; destaque para Justin Timberlake como Sean Parker (criador do site Napster), peça fundamental no sucesso do facebook

A Rede Social está longe de ser o melhor filme do novo século, como foi considerado Cidadão Kane no século passado, mas algumas comparações entre os filmes e os protagonistas é possível, como aborda  o site scottfeinber.com. Interessante perceber que o título Social Network é proposital, visto que, assim como Zuckerberg percebeu, as redes de relacionamento das pessoas, vais além da internet ou do contato físico e que o site que criou era apenas uma forma de organizar isso.

Pode ser um do melhores filmes de 2010, mas, definitivamente, não é o melhor. Acreditamos que, por ser uma história real, é muito recente e há muitas dúvidas para se tornar um clássico épico, mas deve ser visto e com muita atenção, principalmente por aqueles que querem entender o que está acontecendo com mundo a partir da internet na sociedade da informação.

Até a próxima.

Juliana Puccia e João Colombo 

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