3 de maio de 2018

Vingadores - Guerra Infinita



As frases "paciência é uma virtude", ou "quem espera sempre alcança", nunca se encaixaram tão bem quanto para o estúdio Marvel. Diferente de certos concorrentes, o estúdio preferiu apresentar o seu universo expandido no cinema de uma forma gradual ao longo desses dez anos, ao ponto de vermos heróis se cruzarem no mesmo filme passou a ser algo rotineiro e um colírio para os olhos de qualquer fã que se preze. Porém, Vingadores: Guerra Infinita é o ápice desse projeto ambicioso, onde vemos praticamente todos os heróis se reunirem para combater o maior perigo que eles jamais enfrentaram.
Dirigido pelos irmãos Joe Russo e Anthony Russo (dos últimos filmes do Capitão América), o filme finalmente apresenta Thanos, alienígena da Lua Titã, cuja ambição é reunir as seis joias do infinito, para que assim possa dizimar metade do universo e obter o equilíbrio que ele tanto deseja. Porém, o vilão terá que cometer certos sacrifícios, dos quais não terão volta e que terá sérias consequências futuramente. Vendo o genocídio se aproximar, os principais heróis da terra e da galáxia unem suas forças para tentar deter Thanos e para que ele nunca consiga obter todas as joias.
Tendo feito um ótimo trabalho em Capitão América: Soldado Invernal e Guerra Civil, os irmãos Russo tiveram carta branca para comandar o projeto que todos estavam esperando ao longo desses anos, mas ninguém imaginou que o filme se tornaria tão épico e imprevisível. O início já começa arrasador, onde voltamos aonde Thor Ragnarok havia terminado e mostrando as consequências com a chegada de Thanos a nave de Asgard. Os minutos iniciais já nos tiram o fôlego e nos dando uma dica do que irá prosseguir ao longo das mais de duas horas de filme.
O que mais impressiona é que, finalmente, a Marvel apresentou um vilão que realmente rouba a cena e essa tarefa acabou no colo do ator Josh Broli (que será visto no próximo Deadpool). Surgindo rapidamente durante os créditos de Vingadores e como mero coadjuvante no primeiro filme de Guardiões da Galáxia, Thanos surge aqui com um objetivo megalomaníaco, mas que, graças a interpretação de Broli, faz com que compreendemos o seus sentimentos com relação em querer salvar o universo do seu modo, mesmo que por mais horrível que seja as consequências que irão surgir para obter tal feito. Embora seja moldado com efeitos visuais, Thanos é, surpreendentemente, o personagem mais humano,  melhor trabalhado ao longo de todo filme e sendo o verdadeiro protagonista da obra como um todo.
Outro fator surpresa, o que faz com nos identifiquemos ainda mais com o personagem, é a sua relação complexa que ele possui com a sua filha adotiva Gamora (Zoe Saldana) da equipe dos Guardiões Da Galáxia. É nesses momentos que se tornam o maior trunfo do filme, onde as perseguições e efeitos visuais ficam um pouco de lado e dando lugar a interpretações comoventes, principalmente de Saldana onde tem um papel essencial  em meio ao grande conflito. E se alguns heróis acabam se tornando mera decoração devido a tantos eventos e personagens que surgem ao mesmo tempo, eis que outros, como o Doutor Estranho, por exemplo, se tornam as peças principais com relação ao futuro de todos.
Divididas em três subtramas, duas no espaço e uma na terra, o filme é um verdadeiro show de efeitos visuais de ponta, além de lutas corpo a corpo e batalhas campal de tirar o fôlego. Vale lembrar que o filme ainda vem no embalo do grande sucesso que foi Pantera Negra e o cenário de Wakanda não poderia ficar de fora. Adianto que os momentos mais dramáticos de toda a trama se encontram lá e que irá culminar no momento mais trágico de todos esses dez anos de Marvel no cinema.
Se muitos reclamaram da falta de coragem da Marvel em ousar, eis que aqui o estúdio paga para nós e com juros. Espere por perdas, mortes, tristeza e falta de esperança. É O Império contra ataca do estúdio e que só veremos a conclusão dessa tragédia grega ano que vem. 
Vingadores - Guerra Infinita possui todos os ingredientes do sucesso Marvel lançados até aqui e gerando um épico cinematográfico que dificilmente iremos esquecer.

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