15 de dezembro de 2010

MACHETE (Machete, 2010)

O já conhecido diretor Robert Rodriguez (Era Uma Vez no México, 2003) volta às telas com Machete, onde, pra variar, volta às terras chicanas, e conta a história de Machete (Danny Trejo), um ex-federal mexicano que, após ser caçado e quase morto pelo chefe do tráfico Torrez (Steven Seagal), aceita um trabalho de Michael Booth (Jeff Fahey). Sua missão é assassinar o conservador concorrente ao senado, McLaughin (Robert De Niro), que é contra a imigração dos mexicanos aos EUA e pretende ‘eliminar os parasitas’ com esquadrões especiais para tomar conta da fronteira. No dia da execução, Machete é traído.

Na trama, a guerrilheira Luz (Michelle Rodriguez) comanda a organização chamada Rede, que luta contra a eliminação (literal) dos clandestinos mexicanos que entram ilegalmente nos EUA. Logo, a policial Sartana Rivera (Jessica Alba) adere à causa e ajuda a Rede. Temos também April Booth (Lindsay Lohan), filha de Michael Booth e objeto de chantagem de Machete que, na minha opinião, teve um papel de pouca importância, principalmente quando se veste de freira e entra no meio da guerra.

Muitos tacos, burritos e, claro, machetes! A arma preferida de Machete (para quem não sabe, machete é um tipo de facão), e justamente com ela que o sangue escorre da tela no melhor estilo Tarantino. A guerra dos chicanos e estadunidenses conservadores, é um tanto quanto clichê, mas Rodriguez consegue sempre manter o curso da trama, não se perdendo em cenas, deixando todos os personagens a par do que está acontecendo durante todo o filme, sempre com um celular à mão, mas não se engane, ‘Machete não envia SMS’.


O filme tem tudo o que Rodriguez sempre nos trouxe, as referências religiosas, os sotaques, inserts na politicagem e belas mulheres exibindo seus corpos invejáveis. É legal também destacar o visual do filme, que nada tem de novo, é aquele jeitinho do Rodriguez que todos conhecemos, mas que sempre combina perfeitamente com o clima do filme, ele contrasta a pobreza (entenda-se a casa dos mexicanos e sua sede) com a riqueza (as mansões dos antagonistas), o calor, roupas de couro com lugar especial para as armas e os tapa-olhos e, para combinar com todo o clima, a trilha sonora latina.

Uma mistura de paródia e autenticidade, Machete pode soar como um "mais do mesmo" de Rodriguez, mas é uma narrativa que elimina o desnecessário e alcança uma história concisa de luta.

14 de dezembro de 2010

Os Famosos e os Duendes da Morte (2009)

O texto está longo, mas uma obra como esta, merece maior destaque. Quando minha sogra comentou que Henrique Larré estava trabalhando com ela e que ele tinha participado de um filme premiado, perguntei: "Quem?", "O quê?". Por mais que eu tente acompanhar as produções cinematográficas, é impossível absorver tudo o que acontece, ainda mais do cinema nacional, onde divulgação e distribuição são uma vergonha. Ia passar batido, mas eu tive que dar um jeito.

"Os Famosos e os Duendes da Morte", de Esmir Filho, é baseado no livro de título homônimo de Ismael Caneppele. ...é uma história complicada. A sinopse no site do filme diz o seguinte: Um garoto de dezesseis anos, fã de Bob Dylan, acessa o mundo através da internet enquanto vê seus dias passarem em uma cidade alemã no interior do Rio Grande do Sul. A chegada de figuras misteriosas na cidade traz lembranças do passado e o leva para um mundo além da realidade.

Bem, o filme não deixa claro, nem no início, nem no fim, do que se trata. É um drama intimista com foco neste contraste que é a vida do garoto (sem nome), interpretado por Henrique Larré, abordando vários temas. O garoto vive num mundo à parte de sua cidade, sempre deprimido, refletindo sobre sua vida, sobre a existência (?). Ele mora com sua mãe, que não sabe o que fazer para ver o filho sorrir. O rapaz tem, entretanto, um fiel amigo, Diego (Samuel Reginatto), o único que consegue fazer o garoto esboçar certa alegria.

Caneppele e Tuanne Eggers
Tudo é um mistério que (não) se resolve (claramente) ao longo do filme e não vou tentar, aqui, explicá-lo, acabaria estragando a oportunidade de, quem não viu, tentar desvendá-lo. Você fica tenso tentando entender porque um menino de 16 anos se isola no seu mundo na internet, escrevendo em um blog e conversando com alguém numa ferramenta de "bate-papo" (MSN) sobre diversos assuntos, inclusive íntimos; procura entender quem é o homem misterioso que provoca raiva em Diego só com sua presença e que aguça um olhar admirado no garoto; fica sufocado tentando entender quem é a garota "Jingle Jangle" (Tuanne Eggers) dos "vídeos amadores" que parece tentar comunicar algo ao garoto...; ainda, você fica buscando resposta para a relação da cidade e do garoto com a ponte. Quem assistir esse filme, deve entender que ele fala de conflito na adolescência, suicídio, tensão sexual, relacionamento familiar, social e amoroso.

Samuel e Henrique 
A narrativa é confusa, mas o filme deve ser visto como um quadro, uma obra de arte. As tomadas são muito bem feitas - Esmir Filho abusa da criatividade ao usar ângulos diferenciados para situações corriqueiras ou sem importância no nosso cotidiano. É preciso admitir que fica mais fácil entender o contexto do filme quando se olha os extras do DVD, o que acho um pecado da produção, cortar cenas e argumentos imprescindíveis: Quem ver só o filme, vai sentir que falta alguma coisa.

Destaco, além da direção "pulso firme" de Esmir Filho, a arte, fotografia e a trilha sonora (a música tema Pigeon Suicide Squad, de Nelo Johann, é excelente). No entanto, o que merece maior destaque é a atuação de Henrique Larré e de Samuel Reginatto. Samuel, apesar da pouca experiência, parece pronto para qualquer papel, é versátil, trilhando do drama à comédia em um piscar de olhos. Larré, o protagonista, é fantástico; longe de ser um simples artista, é um ator nato, capaz de mudar em si o necessário para se tornar aquele personagem. Juntam-se a eles a participação do autor da história (Ismael Caneppele) como um dos personagens principais, junto à silenciosa Tuanne Eggers que empresta seu olhar marcante para criar todo o clima de melancolia do filme.

Esmir e Henrique
"Os Duendes da Morte" estão ficando "famosos" - o filme está conquistando o mundo todo. É o tipo de obra que fica para sempre. Esmir Filho é uma promessa para um Cinema diferenciado no Brasil e posso afirmar que, Henrique Larré e Samuel Reginatto, são nomes para ficarmos de olho.

Tem que ver antes de morrer. "Os Famosos e os Duendes da Morte" é, sim, Cinema Sem Frescura, pelo menos não muita.


"Estar perto, não é físico". frase do garoto, 'Mr Tambourine Man'.




13 de dezembro de 2010

As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Os filmes de fantasia sempre trazem mensagens de esperança e pequenas lições para quem os assiste. Nárnia não foi diferente em nenhum dos filmes se tratando desse aspecto. Em Nárnia: a viagem do Peregrino da Alvorada, Edmundo e Lúcia voltam para Nárnia em companhia de seu primo (insuportável, até certo ponto) Eustáquio.

Ao chegar em Nárnia o grupo é resgatado do mar pelo Peregrino da Alvorada, o barco mais rápido de toda Nárnia. Após alguns minutos de filme, o grupo sem saber porque está nesse outro mundo, recebem sua missão: Encontrar os sete fidalgos que foram enviados para explorar o mar oriental. Durante a viagem descobre um perigo imenso, uma fumaça que engole as pessoas e as levam para algum lugar desconhecido. O grupo então parte para enfrentar esse mal e permitir que a paz reine novamente.

Para quem nunca leu o livro em si e que gosta de histórias de fantasia, o filme é realmente muito bom. O faz penetrar no mundo mágico sem notar pequenos deslizes da produção, tanto no cenário, quanto aos efeitos especiais. Outra coisas que me deixou um pouco chateado foi o filme ter sido convertido para 3D e a única coisa que eu vi em 3D foi a legenda.

O que mais surpreende nessa produção, foi que ao introduzir um novo personagem na trama, o primo Eustáquio, a história faz uma grande reviravolta no que se é esperado na maioria dos filmes de fantasia, revelando uma pessoa desconhecida por esse jovem descrente: ele mesmo. É praticamente uma conversão religiosa, de acordo com algumas pessoas, mas eu particularmente acho diferente. Acredito que qualquer um pode mudar quando há um bom motivo para isso, assim como penso que todos merecem uma segunda chance para mostrar quem realmente é ou se conhecer melhor e tomar outras atitudes.

Outro fato marcante do filme é a construção dos cenários de acordo com o sentimento dos personagens. Há cenas em que o medo é marcante e o cenário é sombrio, reproduzindo o efeito de medo em quem assiste. Também, em uma das cenas, quando o grupo está no barco e vê várias flores flutuando, dando uma sensação de paz e serenidade, realmente é possíveil sentir toda aquela boa sensação.

Uma boa dica para quem tem a criança interior viva e pronta para viajar por um mundo de fantasia e aventura.

Já assisitram? O que vocês acharam? Comentem.

10 de dezembro de 2010

Estreias: Machete, Tetro, As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Entre as diversas estreias desse fim de semana, deixamos como dica 3 filmes que devem fazer mais sucesso. Confiram e, por favor, comente qual você vai assistir.

MACHETE

De Robert Rodriguez e Ethan Maniquis, com Danny Trejo, Robert De Niro, Michelle Rodriguez. Envolvido com tráfico de drogas, Machete vê como única saída a oferta de assassinar um senador. No atentado, Machete se vê traído e quase é morto. Para sua vingança, ele tem o apoio de um padre e de uma velha amiga. Enquanto isso, o agente federal, Sartana está em sua busca.

Do mesmo diretor de Sin City, este filme de ação deve chamar atenção de um público jovem pelo pela história de um anti-herói, politicamente incorreto, envolvendo violência e sexo. Como disse a Juliana: "um estilo meio western comtemporâneo, misturado com Tarantino, aquela coisa do assassino texano, sujo, com os engravatados e, claro, os machetes.




TETRO

De Francis Ford Coppola, com Maribel Verdú, Vincent Gallo, Alden Ehrenreich. Ao chegar em Buenos Aires, Bennie inicia a busca por seu irmão, Tetro, que não vê há mais de 10 anos. Ao encontrá-lo, descobre alguém que esperava um poeta melancólico, totalmente diferente de como Bennie se lembrava.

A história, pelo trailer e pela sinopse divulgada não dizem muita coisa, mas este Drama deve atrair muitos olhares de cinéfilos por ser a volta de Coppola à grandes telas.








AS CRÔNICAS DE NÁRNIA:
A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA

De Michael Apted, com Ben Barnes, Eddie Izzard, Skandar Keynes. Nesta aventura, Lúcia e Edmundo são entram, junto com seu primo Eustáquio, em uma pintura e vão parar num mundo fantástico, onde terão de descobrir o que aconteceu com os sete fidalgos, enviados pelo tio do príncipe Caspian ao Oceano Oriental.

A história, infantil, da franquia baseada nos livros de C. S. Lewis, traz de volta o gênero Fantasia aos cinemas (junto de Senhor dos Anéis e Harry Potter), que ficou um pouco apagado nos anos 90. As histórias, no entanto, não são bobinhas ou engraçadinhas, pelo contrário, procuram mostrar em uma trama simples, os conceitos de amizade, justiça, confiança, segurança, honra, etc.




E aí, qual é a sua escolha?



9 de dezembro de 2010

Top 10 Sequências em que só o 1º Filme é Bom"

Caro leitor, dessa vez foi difícil. 4 pessoas colaboraram para este post, no mínimo, criativo. Comumente nos deparamos com filmes bons, interessantes, que fazem sucesso e que se bastariam. É quando chegam as desastrosas sequências, muitas sem ter nada a ver com o primeiro título. Pensando nisso, a equipe do blog, resolveu elencar os títulos de com sequência em que somente o primeiro vale a pena ser assistido. Alguns clássicos ficaram de fora, mas deixamos para os comentários de vocês para prolongar essa lista. Divirtam-se.

10 -Todo mundo em pânico (Scary Movie, 2000)

4 filmes gravados, 1 em produção. O primeiro filme desta série conta a história de Cindy (Anna Faris) e faz uma paródia (um pouco) inteligente sobre alguns filmes da mesma época, entre eles Pânico, Sexto Sentido e Titanic. A paródia é extremamente bem feita e bem pensada, fazendo o público rir do começo ao fim.

A partir do segundo filme a coisa fica mais complicada, pois piada repetida não tem graça, não é mesmo? Eles só voltaram a melhorar um pouco no terceiro filme, pois o roteiro abrange uma maior variedade de filmes, como Matrix, Senhor dos anéis e Sinais. Porém, em todas as histórias está Cindy e em todas as histórias acontecem praticamente as mesmas coisas, cansando muito para quem acompanha desde o primeiro filme. Além disso, foram filmados outros filmes do gênero, aumentando um pouco a concorrência.


9 - O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, 1993)

O filme conta a história de um pesquisador que descobre uma maneira de clonar dinossauros. Visando grande lucro, constrói um parque dentro de uma ilha com os bichinhos como principal atração. O problema é que um dos dois vistoriados convidados (além de um advogado, crianças e uma amiga) libera os animais na ilha e o todos tentam fugir com vida, antes que fossem pegos.

No segundo filme a história é quase a mesma, deixando muito a desejar. O grupo continua entrando numa ilha habitada por dinossauros e precisa fugir de lá. Não agrada muito, pois é praticamente a mesma história do primeiro filme em um outro cenário. O outro filme da série é ainda mais cansativo. Um novo grupo de pessoas indo a ilha para visitar os dinossauros, agora em um santuário. Infelizmente a história é fraca e o que mais agrada são os efeitos especiais, que, mesmo para época, foram bem caprichados.


8 - Lenda Urbana (Urban Legend - 1998)

O primeiro da série conta a história de Natalie, uma estudante que se vê no meio de assasinatos baseados em lendas urbanas. Muito terror, muito bem filmado e com baixo orçamento. Com um roteiro muito bom, o filme consegue realmente prender o público e nos fazer sentir muito medo.

Entretanto, as continuações foram muito fracas. Em termos de atuação, história e suspense. A pior das continuações é a terceira, em que o grupo "liberta um espírito do mal". O maior problema enfrentado nessa série é a sequência, que nesse caso não houve nenhuma.





7 - Olhos famintos (Jeepers Creepers - 2001)

Um dos poucos filmes de monstros que "podem existir". O primeiro filme perturba um pouco no começo pela qualidade de fotografia. A história do filme começa com dois irmãos (Trish e Darry) andando por uma estrada na zona rural da Califórnia quando, para tentar evitar um acidente de trânsito, acabam saindo da estrada. Após essa acidente, eles voltam para a estrada e percebem que o mesmo motorista que quase causou o acidente está jogando corpos dentro da tubulação de uma igreja abandonada. Os dois decidem investigar, acabam descobrindo corpos costurados nas paredes e tentam fugir. Só que ao invés de perseguir e pegar essa criatura, os irmãos que acabam sendo perseguidos pela criatura que jogou os corpos na tubulação.

O segundo filme tenta explicar os acontecimentos do primeiro e não consegue. Um time de basquete fica preso dentro de um ônibus, parado na estrada. O problema dessa continuação é que não é assustador, simplesmente tentaram fazer um filme para explicar o que aconteceu e, como não tiveram êxito, estão para filmar uma nova continuação. Veremos como será.


6 - Rambo - Programado para matar (First Blood - 1982)

John Rambo (Sylvester Stallone) é um veterano da guerra do Vietnã que volta aos EUA em busca paz e tranquilidade e, quando chega a uma cidadezinha é preso injustamente pelo xerife local. Ele consegue fugir e declara guerra ao xerife e à polícia local. Essa "guerra" acaba chamando a atenção do exército que veio para ajudar a prendê-lo. Rambo enfrenta a todos na cidade e [SPOILER] acaba preso no fim das contas.

As sequências são fracas, sem uma história certa e muitas vezes confusas. Rambo continua invencível, imortal e super poderoso. Fracasso é pensar que a cada sequência ele está em um cenário novo, com uma nova missão que só ele é capaz de realizar.




5 - Grande Dragão Branco (Bloodsport, 1988)

Frank Dux (Jean-Claude Van Damme) passou parte de sua vida treinando para participar de um grandioso (além de perigoso e ilegal) campeonato de artes marciais, o Kumite, onde os participantes podem morrer. 

Já O Grande Dragão Branco 2, não conta com Van Damme, nem seu personagem Frank Dux. Sem ter nada a ver com o primeiro, há um ladrão, Alex (Daniel Bernhardt) que aprende a lutar com mestre, interpretado pelo Pat Morita (do Karatê Kid). Chegou até a parte 4 com Daniel Bernhardt e agora dizem que Van Damme quer fazer a verdadeira continuação do seu primeiro filme.




4 - Em Busca do Vale Encantado (The Land Before Time, 1988)

Esta viagem mágica começa há muitos anos, quando os dinossauros ainda vagueavam num lugar ameaçado por tremores de terra e vulcões. Littlefoot sozinho, após a morte de sua mãe, procura o Vale Encantado, uma terra de vegetação luxuriante, onde os últimos dinossauros vivem em paz. Ao longo do percurso, encontra quatro novos amigos e juntos, vão viver incríveis aventuras. Encontrarão terríveis obstáculos e aprenderão lições inesquecíveis sobre a vida e o verdadeiro significado da amizade.

É uma verdadeira obra para crianças e que emociona adultos até hoje...Esse desenho nos passa várias lições de moral e mensagens bonitas...Mas 13 filmes...Haja mensagem! Pai nenhum vai precisar ficar ensinando essas coisas para crianças, só colocar os filhos para assistir os 13!


3 - Efeito borboleta (The Butterfly Effect, 2004)

Evan (Ashton Kutcher) é um jovem que luta para esquecer fatos de sua infância. Para tanto, ele decide realizar uma regressão onde volta também fisicamente ao seu corpo de criança, tendo condições de alterar seu próprio passado. Porém, ao tentar consertar seus antigos problemas, ele termina por criar novos, já que toda mudança que realiza gera consequências em seu futuro.

NÃO vejam o 2 e o 3, simples assim!







2 - Donnie Darko (2001)

Donnie (Jake Gyllenhaal) é um jovem, brilhante e excêntrico, que cursa o colegial, mas despreza a grande maioria dos seus colegas de escola. Donnie tem visões, em especial de um coelho monstruoso o qual apenas ele consegue ver, que o encoraja a realizar brincadeiras destrutivas e humilhantes com quem o cerca. Até que um dia, uma de suas visões o atrai para fora de casa e lhe diz que o mundo acabará dentro de um mês. Donnie inicialmente não acredita na profecia, mas momentos depois um avião cai bem no telhado de sua casa, quase matando-o. É quando ele começa a se perguntar qual o fundo de verdade na previsão do fim do planeta.

O segundo filme, S. Darko, continua a saga da família, mas agora a protagonista é a irmã de Donnie, Samantha. Não há muito o que pensar e entender, já que no primeiro tudo se explica, agora a magia se perde.



1 - Highlander, O Guerreiro Imortal (Highlander, 1986)

Connor MacLeod (Christopher Lambert), é um guerreiro, que nasce na Escócia do século XVI. Após ser expulso de sua aldeia, acusa de ter pacto com o demônio, só descobre sua imortalidade ao conhecer Juan Ramirez (Sean Connery), imortal como ele. Ramirez explica que eles participam de um jogo entre imortais na Terra, onde só pode restar um e a única forma de matar um imortal é cortando sua cabeça. O vencedor dos duelos ficam com todo o conhecimento e agilidade do seu oponente. Ramirez o ensina a manejar uma espada e a se defender, pois um grande inimigo, um imortal do mal, Krug (Clancy Brown) está se tornando muito forte e vê atrás deles. Connor [spoiler] obviamente vence o duelo final e ganha o prêmio máximo, o conhecimento de todas as coisas.

Eis que tiveram a idéia do Highlander 2, A Ressurreição, com um único intuito de ganhar dinheiro, queriam seguir acontecimentos do primeiro filme, que no final, já tinham sido encerrados, sem contar que foi filmado na Argentina... Não bastando, inventaram uma história para um terceiro, que foi mais fiel ao 1º. Com o sucesso da série de televisão, onde o astro é outro Escocês, Duncan MacLeod, resolvem fazer o 4º filme com os dois Macleod. Não bastando, fizeram, em 2007, Highlander A Origem, só com o Duncan para explicar de onde vieram os imortais e porque estão na Terra.

Francamente! O primeiro é muito bacana e entrou para o cenário cult, mas 5 filmes para uma história que se encerrou no primeiro é forçar DEMAIS a barra. E há sempre a ameaça de mais um...

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