28 de outubro de 2015

DICA DE CINEMA

STRAIGHT OUTTA COMPTON – A HISTÓRIA DO N.W.A.
29 DE OUTUBRO NOS CINEMAS

Não recomendado para menores de dezesseis (16) anos.



Estreia: 29/10/2015 

Gênero: Drama 

Elenco: O’Shea Jackson, Jr.; Corey Hawkins; Jason Mitchell; Neil Brown, Jr.; Aldis Hodge; e Paul Giamatti

Direção: F. Gary Gray

Roteiro: Jonathan Herman e Andrea Berloff

História: S. Leigh Savidge & Alan Wenkus e Andrea Berloff

Produção: Ice Cube, Tomica Woods-Wright, Matt Alvarez, F. Gary Gray, Scott Bernstein, Dr. Dre

Sinopse: Em 1987, cinco jovens de Compton - usando rimas brutalmente sinceras e batidas graves - expressam sua frustração e raiva sobre a vida através da mais poderosa arma que tinham: sua música. Levando-nos para onde tudo começou, Straight Outta Compton conta a história real de como esses rebeldes – armados apenas com suas letras, sua aparência, atitude e talento inexperiente – enfrentaram as autoridades que queriam mantê-los calados e formaram o grupo mais perigoso do mundo, N.W.A. Enquanto eles falavam a verdade que ninguém havia dito antes e expunham a vida no gueto, suas vozes provocavam uma revolução social que mantém efeito ainda nos dias de hoje.

Straight Outta Compton tem como personagens principais O’Shea Jackson Jr., Corey Hawkins e Jason Mitchell no papel de Ice Cube, Dr. Dre e Eazy-E, e é dirigido por F. Gary Gray (Friday, Set It Off, The Italian Job). O drama é produzido pelos membros originais do N.W.A, Ice Cube e Dr. Dre, que são acompanhados pelos produtores Tomica Woods-Wright, Matt Alvarez, Gray e Scott Bernstein. Will Packer é o produtor executivo do filme junto com Adam Merims, David Engel, Bill Straus, Thomas Tull e Jon Jashni.

26 de outubro de 2015

PONTE DOS ESPIÕES

Se nos anos 80, o cinema americano retratava o seu poderio através dos heróis que nunca levavam um tiro (enquanto os outros países eram retratados como vilões estereotipados), foi a partir do final dos anos 90 em que essa formula demonstrava sinais de que estava cada vez mais cansada e que estava mais do que na hora em dar espaço para heróis mais humanos, ou para produções em que retratavam passagens da história, em que os diálogos entre as nações prevaleciam como um todo. Filmes como 13 Dias que abalaram o mundo são bons exemplos de obras cinematográficas, das quais não se exigia tiros ou efeitos especiais, mas sim um retrato de um jogo político e uma abertura para a razão do que para ação. Sendo assim, Ponte dos Espiões é um retrato de uma época em que, as duas maiores potências do mundo (EUA e União Soviética) se digladiavam através de paranoia, propaganda enganosa e espionagem, mas nem por isso deixou de haver casos em que a razão prevaleceu.
Dirigido pelo mestre Steven Spielberg, acompanhamos a captura do espião russo Rudolf Abel (Mark Rylance, ótimo) em pleno território americano. Num primeiro momento acreditamos que ele se encontra perdido em meio à situação, mas o governo então decide lhe oferecer uma defesa através do advogado James Donovan (Tom Hanks). Ao mesmo tempo, um soldado americano é capturado pelos russos, assim como também um jovem americano é capturado em pleno momento em que o muro de Berlim esta sendo construído.
Sabendo no vespeiro em que estava se metendo, Spielberg não foi bobo em não querer retratar heróis ou vilões no decorrer da trama, mas sim pessoas comuns em meio a um período em que todos eram desconfiados um dos outros e que não podiam frear as mudanças rápidas que estavam acontecendo. As pessoas que usavam a razão se tornavam ineficazes perante o medo em que o próprio governo americano vendia, até mesmo nas escolas, a propaganda sobre o perigo da bomba atômica (através do curta Burt, a tartaruga). Sendo assim, o advogado Donovan se torna uma espécie de anomalia perante a sociedade americana quando aceita defender Abel, mesmo seguindo as leis de seu país de forma correta.
No momento que acontece o encontro entre cliente e advogado, Spielberg foi engenhoso em retratar Rudolf Abel, como uma espécie de imagem pálida e cansada de uma época pessoal sua já esquecida e o eficaz desempenho do seu interprete Mark Rylance sintetiza bem isso. Quando entra em cena James Donovan (Hanks), há nele uma espécie de luz da razão em torno dele, do qual torna a situação de Abel menos desesperadora. Não é à toa, portanto que o cineasta usa a sua já conhecida fotografia iluminada no momento do encontro do advogado e cliente numa sala fechada, mesmo num lugar que é inverossímil haver aquela iluminação toda.
A partir deste ponto, acompanhamos a jornada James Donovan, um homem comum perante as duas potências, aonde o seu raciocínio e dialogo se tornam as suas melhores armas em meio ao jogo da política. Sendo assim, Tom Hanks cai então como uma luva para o personagem, pois os homens comuns em meio a situações desesperadoras  fazem parte da filmografia do veterano ator. Spielberg, por sua vez, estabelece de uma vez por todas a sua fase mais madura de sua carreira e provando que histórias do nosso mundo real se tornam até mesmo muito mais fantásticas do que as próprias que ele havia criado nos seus primeiros anos de carreira.
Embora já tenhamos uma noção de como a trama acaba (principalmente para quem acompanhou as notícias da época sobre a troca de espiões) Spielberg é mestre em criar situações para incrementar o recheio, mas não de uma forma gratuita, mas sim que elas fazem algum sentido na trama. Pequenas passagens da jornada de Donovan que, nem precisaria existir dentro da trama principal, mas que elas estão ali para simbolizar o período e os lugares em que ele se encontra: a cena em que ele tenta barganhar com uns rapazes para pegar uma rua em Berlim, ou quando ele vê o destino trágico de pessoas que tentam pular o famigerado muro daquela época (que irá se casar com uma cena simbólica no final do filme), são momentos curtos, porém, poderosos e simbólicos para dentro da trama.
Com uma reconstituição perfeita da época e com um final redondinho, para que os cinéfilos saiam da sala e se sintam reconfortados, Ponte dos Espiões é um filme para ser visto por todos, aonde mostra que, o dialogo e a tolerância, é muito mais eficaz do que fecharmos os olhos e darmos o primeiro tiro.
 

23 de outubro de 2015

A Pele de Vênus

A Pele de Vênus é uma adaptação da peça escrita por David Ives (co roteirista com Polanski), que por sua vez é inspirada no livro de Leopold Von Sacher-Masoch. Começa com uma câmera em primeira pessoa adentrando um velho teatro de Paris, ou seja, colocando o espectador literalmente dentro daquele ambiente. Em seguida vemos Vanda (a ótima Emmanuelle Seigner, esposa de Polanski) chegar atrasada para uma audição de uma peça homônima ao título do filme e encontrar Thomas (Mathieu Amalric), o diretor estreante da mesma. Ele já está de saída e num primeiro momento recusa-se a assistir ao teste da moça, porém após muita insistência ela acaba conseguindo sua atenção, e com isso os dois acabam entrando em um tipo de jogo masoquista, onde realidade e interpretação confundem-se.
É basicamente isso, sendo somente dois personagens e uma locação ao longo de 96 incríveis minutos, algo que é muito bem parecido visto em O Deus da Carnificina que também pertence ao diretor. Polanski é habilidoso mostrando todo seu domínio sobre a mise-en-scène, definição que engloba o posicionamento do que se encontra em cena, coisa fundamental em qualquer filme, mais ainda quando ele se passa em um teatro. Repleto de humor negro, o roteiro deixa um final aberto a inúmeras interpretações, o que torna a experiência das mais imprevisíveis. Ao extrair as interpretações e dirigir os atores, o diretor contradiz a idade que tem e algo sublime e original. Obviamente os atores têm os seus méritos, mas a mão de Polanski é diz tudo e cria sua própria magia cinematográfica. Ele os guia de maneira perfeita, mostrando sempre como devem se portar e indicando quais sentimentos os personagens trazem consigo em determinados momentos.
A Pele de Vênus não é um filme para qualquer um, mas é de uma maestria enorme em sua realização. Um diretor que transcende sua idade na temática do filme, que sabe como lidar com situações adversas, fazendo tudo isso com extrema elegância, merece ser chamado de um dos gênios do cinema. 
 

20 de outubro de 2015

Star Wars - O Despertar da Força (Trailer Oficial Legendado)


O trailer oficial, foi lançado no intervalo do jogo de futebol americano na noite desta segunda-feira pelo canal ESPN entre Giants e Eagles. 

O trailer com pouco mais de 2 minutos de duração traz um pouco mais de elementos no que os já apresentados nos teaser trailer anteriores. O novo vilão, Kylo Ren, dá uma amostra de sua personalidade, salientando que irá "terminar" o que Darth Vader havia começado... fica a questão de qual será a abordagem: A unificação da galáxia sob a égide dos Sith? Ou o mero extermínio dos Jedi? De qualquer forma em sua fala parece haver profunda admiração por Vader.

O personagem de John Boyega, Finn, também ganha mais referência e é apresentado de fato como o protagonista que aparentemente servia ao império e agora sente o chamado da Força e deverá se tornar um novo Jedi.

O mistério continua quanto à participação de Mark Hamill como Luke Skywalker. Além de não aparecer no poster oficial, ele também não aprece no trailer (pelo menos não o seu rosto). Sabemos que de alguma forma ele será inserido pela narração no teaser trailer 2 e por aparecer sua mão mecânica tocando R2D2.

A expectativa só aumenta pela maior estreia do ano. Curta e compartilhe!


19 de outubro de 2015

DICA DE CINEMA

PONTE DOS ESPIÕES 

22 DE OUTUBRO NOS CINEMAS

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SOBRE O FILME
ESTREIA: 22/10/15
Gênero: Drama
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Tom Hanks, Eve Hewson, Amy Ryan, Alan Alda, Billy Magnussen, Mark Rylance e Mike Houston
Distribuidora: Fox Film
Sinopse: Dirigido por Steven Spielberg, Ponte dos Espiões é um dramático suspense que conta a história de James Donovan (interpretado por Tom Hanks), um advogado de créditos de seguros do Brooklyn que encontra-se no centro da Guerra Fria quando a CIA o envia a uma tarefa quase impossível de negociar: a libertação de um piloto americano capturado.

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