O Destino de Júpiter estreia dia 5 de fevereiro de 2015. Confira o trailer abaixo.
Jupiter Jones (Kunis) nasceu sob um céu noturno, com sinais de que estava destinada a algo maior. Agora já crescida, Jupiter sonha com as estrelas, mas acorda para a fria realidade do seu trabalho de limpar banheiros e uma sequência infindável de infortúnios. É somente quando Caine (Tatum), um ex-caçador militar geneticamente modificado, chega à Terra para localizá-la que Jupiter começa a vislumbrar o destino reservado a ela desde o início - sua assinatura genética a marca como a próxima na fila para uma herança extraordinária que poderia alterar o equilíbrio do cosmos.
SOBRE O FILME Data de estreia: 05/02/2015 Gênero: Ação Distribuidora: Warner Bros. Diretor: Andy Wachowski, Lana Wachowski
Para alguns, histórias baseadas em fatos verídicos se tornam monótonas pelo fato de ser real. Por conta disso, muitos diretores acabam mudando alguns pontos da trama para deixá-la mais romanceada e o que sobra é uma história que desliza entre o real e ficção. É graças aos desempenhos de Channing Tatum e Mark Ruffalo que seus personagens se tornal verossímeis: eles realmente passam para nós que são irmãos, protegendo as costas um do outro e se ajudando nas horas mais difíceis.
O desempenho de ambos em cena é notável, Channing Tatum atua com todo orgulho de si próprio e com o desejo de ser tão bom quanto o seu irmão, enquanto Ruffalo merece todo o reconhecimento que anda tendo: seu papel é importante para a história se entrega ao verdadeiro significado da relação entre os dois, que por vezes é bastante complexa. Mas se alguém tinha dúvidas sobre Steve Carell em papéis dramáticos, aqui ele realmente se prova com o seu John E. du Pont.
Pessoa complicada e enigmática, John tem algo a mais, uma presença hipnotizadora, que nos deixa apreensivos sobre qual será o seu próximo passo. Steve Carell conseguiu isso, não somente pela maquiagem, mas também pelas longas pausas do personagem na hora de falar e fazer algo imprevisível. Isso se enlaça ao próprio movimento de câmera e direção de Bennet Miller. O filme, como um todo, passa uma sensação de conflito, entre temor e tranquilidade, nas cenas longas que preenchem os momentos derradeiros, onde testemunhamos John tendo um comportamento que nunca conseguimos prever. O personagem é uma representação exata da frase “calmaria antes da tempestade”, pois ficamos calmos assistindo a obra, mas sabendo no fundo que algo de ruim poderá acontecer a qualquer momento.
Isso nos faz lembrar alguns filmes de terror clássicos, onde o medo se encontrava na expectativa de ver o vilão chegar até lá e matar o seu alvo, e não uma série de mortes como acontece hoje em dia no gênero. E o que faz de Foxcatcher tão indispensável, mesmo a gente já tendo uma ideia formada do que irá acontecer no seu ato final, é que, em alguns momentos, parece um terror psicológico do que um drama, mas isto não quer dizer que esse lado é esquecido.
O cineasta Bennet Miller e os roteiristas Max Frye e Dan Futterman fizeram questão de utilizar a duração do filme para nos fazer entender a relação que John tinha com sua mãe e dos dois irmãos. Relações familiares e solidão são peças importantes que fazem do filme como ele é, carregado de momentos subliminares em todas as cenas protagonizadas pelo trio central. Tecnicamente, a direção de arte e trilha é também criada para dar mais alma a obra: a falta de música em certos momentos e o surgimento dela em momentos de tensão, mostra como o tema de luta greco-romana é, na verdade, um mero pano de fundo para as relações entre os personagens.
Há de se considerar ainda a impressionante maquiagem e mudança física de Steve Carell que nem de longe lembra a sua imagem de comediante em filmes como Virgem aos 40 anos. Embora com alguns momentos lentos na narrativa Foxcatcher é um filme que conquista o cinéfilo, graças aos seus personagens tão complexos e que nos faz pensar até aonde a gente se conhece e quais seriam os atos desse nosso lado obscuro que lutamos para não despertar.
Se fôssemos resumir em uma palavra esse filme dirigido pelo diretor Jean Marc Vallée (de Clube de Compras Dallas) a palavra seria superação. Porém, o filme está mais para a tentativa da protagonista (Reese Witherspoon) em tentar superar um trauma e matar seus demônios interiores que o infernizam já algum tempo. O contato do ser humano perante a natureza sempre foi muito bem explorado no cinema e o filme nada mais é que uma encruzilhada de uma pessoa em busca de si mesma.
Witherspoon, pelo visto, está tentando dar uma nova repaginada na sua carreira. Após ter atuado em filmes dispensáveis como Guerra é Guerra e Água para Elefantes, ela enlaçou filmes um tanto que melhores como Amor Bandido, Sem Evidencias e Vicio Inerente. Em Livre ela dá mais um novo passo para se livrar do estigma de “namoradinha da América” (que ganhou a partir de Legalmente Loira) e mesmo já tendo ganhando um Oscar por Johnny & June, vemos pela primeira vez uma Reese Witherspoon que desaparece,dando lugar a sua personagem Cheryl Strayed.
Strayed foi a mulher que em 1995 percorreu a trilha de 4.200 Km, que inclui toda a costa oeste dos Estados Unidos, da fronteira com o México até o Canadá, conhecida como "Pacific Crest Trail". Sem nenhuma experiência de viagem a pé, Straved busca uma espécie de autoconhecimento através da natureza, enfrentando então adversidades, mas que gradualmente vai aprendendo a contorná-los. Em meio a isso, ela tenta expurgar um passado nebuloso de dor, envolvido de perdas, drogas e sexo sem controle.
Baseado mais no livro de Cheryl Strayed (que foi um enorme sucesso em 2012) do que os verdadeiros fatos ocorridos, o filme se alterna na jornada da protagonista, com lembranças fragmentadas que ficam espalhadas ao longo do filme. Desses flashbacks, conhecemos a forte relação de amor entre mãe e filha, desde anos mais dourados, há nebulosos e traumáticos. Interpretando a mãe da protagonista, Laura Dern (indicada ao Oscar de atriz coadjuvante) rouba a cena toda vez que ela surge. Mesmo com os problemas da vida, a personagem de Dern é o que dá energia para a personagem de Witherspoon seguir adiante, mas no momento em que ela sai de cena, ficamos cientes da dimensão, dependência e amor que sentia por ela.
Devido a esses fatos, ficamos conscientes do porquê da protagonista em querer fazer essa viagem. No entanto, não fica muito claro se esse momento traumático foi o suficiente para destruir o seu próprio casamento, já que a relação da protagonista com o marido (Thomas Sadoski) não é suficientemente explorada, limitando em alguns flashbacks com eles e algumas palavras através de cartas. A meu ver, ele acaba se tornando um personagem dispensável, principalmente com o fato que tanto a tristeza e felicidade da protagonista são movidas pela imagem de sua mãe.
Apelidado de Na Natureza Selvagem com saias, Livre é muito mais do que isso, pois mostra a jornada de uma pessoa em busca de tentar entender qual é o seu lugar no mundo após deixar para trás as pessoas que amava e tentar descobrir se consegue viver sem elas. As lembranças nos trazem alegrias, porém tristezas, mas são com elas que seguimos em frente.
Dizem que a maior história de todos os tempos é a nossa própria história. Louis Zamperini (1917 – 2014) é um bom exemplo que sintetiza isso, pois passou por inúmeras vidas em uma só: de um menino que roubava com apenas 9 anos de idade, para um atleta revelação que impressionou o mundo na corrida das Olimpíadas de 1936 em plena Alemanha Nazista.
Indo para guerra, acabou enfrentando de frente aviões japoneses e ao lado de dois companheiros, acabou perdido no mar por 47 dias, tendo que enfrentar fome, sede e inúmeros tubarões em volta. Mas o pior estava por vir, no momento que é pego pelo exercito japonês, justamente quando os dois países estavam vivendo o seu maior conflito naquele período. É claro que, como toda boa história verídica que se preze, ela já estava sendo sondada há um bom tempo por Hollywood, mais precisamente logo após ele ter voltado para a sua família.
Após inúmeros anos se passando e nada de uma adaptação para as telas, coube a ninguém menos que a própria Angelina Jolie (vinda de um ano bom após o sucesso de Malévola) rodar uma super produção como esta. Embora tenha apenas dirigido um filme anterior (Na Terra de Amor e Ódio) ela soube contornar alguns problemas bem nítidos, como o lado lacrimoso da trilha composta pelo premiado Alexandre Desplat e de alguns personagens interessantes que surgem em cena, mas que logo são esquecidos. A fórmula certa por ela ter conseguido driblar esses pesares, foi ter se empenhado ao máximo na criação de belas imagens, onde as cenas de combate em alto mar nos remetem diretamente há outras clássicas como Asas e a bela fotografia de Roger Deakins se tornam então a cereja do bolo nesses momentos e nos fazem a gente se esquecer de alguns deslizes.
Uma prova que Angelina tem futuro como cineasta é na sua escolha de elenco pensada, porém inusitada: Jack O'Connell como protagonista é uma verdadeira revelação, pois embora meio que desconhecido do grande público, seu desempenho como Louis Zamperini é uma prova que ele veio pra ficar. Mas o seu desempenho em cena, somente se torna completo, quando ele contracena com o cantor pop do Japão, Miayvi, atuando pela primeira vez na vida e como carrasco de um campo de prisioneiros que inferniza a vida do protagonista. Ambos acabam tendo uma relação complexa, em que admiração e ódio um contra o outro se enlaçam em vários momentos angustiantes.
No final das contas é um filme, cujo verdadeiro vilão não existe de nenhum dos lados, mas sim sendo a própria guerra, que é uma droga (até nos dias de hoje) e serve unicamente para transformar pessoas, não somente em combatentes, como também em companheiros do próximo e que pensam de alguma forma em ajudar uns aos outros.
Busca Implacável 3 estreia nesta quinta, dia 22 de janeiro de 2015. Confira o trailer abaixo.
Liam Neeson retorna ao papel de Bryan Mills, ex-agente da CIA, cuja reconciliação com sua ex-mulher é interrompida quando ela é brutalmente assassinada. Consumido pela raiva, e considerado o responsável pelo crime, ele foge da procura implacável da CIA, do FBI e da polícia. Pela última vez, Mills deve usar “suas habilidades especiais” para encontrar os verdadeiros assassinos, fazer justiça com as próprias mãos, e proteger a única coisa que importa para ele agora – sua filha.
Data de estreia: 22/01/2015
Gênero: Ação
Distribuidora: Fox Film
Elenco: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen e Forest Whitaker