30 de junho de 2011

Top 10 Sequências, Reboots e Remakes para 2012 e além. (por Vinício Oliveira)

2011 ainda está a todo vapor, mas nós aqui do Cinema Sem Frescura estamos pensando lá na frente e existem várias novidades cinematográficas programadas para o ano que vem. O que tem chamado mais a minha atenção até o momento é o número de continuações e reboots programados para os próximos anos. Se fez sucesso e ganhou dinheiro, a chance é que o filme esteja de volta ao cinema, cedo ou tarde.

10º The Bourne Legacy (2012)
Ao contrário do que tudo indica Jason Bourne não é o herói dessa versão. O agente sem memória de Matt Damon é substituído por Jeremy Renner que, ao que parece, é mais um assassino que teria passado pelo projeto Treadsotne, Rachel Weisz também está no elenco. O filme será dirigido por Tony Gilroy, que fez o roteiro dos três primeiros filmes. Estreia prevista para Agosto de 2012.


9º Duro de Matar 5 (2012)
Se alguém achava que John McClane já tinha passado por tudo o que podia passar, enganou-se. O policial favorito de todos está de volta para uma última (?) aventura. Com uma provável data de lançamento ainda em 2012, o roteiro está nas mãos de Roderick Thorp e Skip Woods. A direção recai sobre Noam Murro, que nunca dirigiu nada digno de nota.


8º The Wolverine (2012)
A sequência de X-Men Origens: Wolverine ainda está cercada de mistérios. Já se falou em um reboot da série (baseado nas evidências de X-Men: Primeira Classe), mas até o momento o que realmente se sabe é que o filme acompanharia a fase de Wolverine no Japão. Obviamente Hugh Jackman continua ganhando dinheiro em cima de seu personagem mais famoso. A direção é de James Mangold, que pretende voltar aos bons tempos de Os Indomáveis e Johnny e June depois do tropeço em Encontro Explosivo.


7º Os Mercenários 2 (2012)
Stallone larga a direção e passa o bastão a Simon West (Con Air Assassino A Preço Fixo). Aparentemente todo os atores do primeiro filme voltam para a sequência e as especulações sobre as adições ao elenco estão na estratosfera. Todo e qualquer astro de ação dos anos 80 e 90 faz parte de alguma lista de possível integrante do elenco, mas o único que tem notícias oficiais é Van Damme que confirmou que interpretará um dos vilões do filme.


6º O Incrível Homem-Aranha (2012)
Conforme exaustivamente debatido na internet nos último meses, Andrew Garfield (A Rede Social) é o novo Peter Parker no reboot dirigido por Marc Webb. Dessa vez o "amigo da vizinhança" escalará as paredes em 3D. O filme é a grande promessa do verão americano no ano que vem e estreia em 3 de Julho de 2012 no Brasil.


5º RoboCop (2013)
José Padilha já acertou que irá dirigir o remake do policial do futuro. O roteiro está sendo escrito por Josh Zetumer. A produção esteve nas mãos de Darren Aronofsky, que desistiu e tem um orçamento estimado em 80 milhões de dólares.


Os Caça-Fantasmas 3 (2012)
Há alguns meses os rumores sobre o retorno dos Caça-Fantasmas começaram a ficar muito fortes. O elenco principal confirmou o retorno e hoje o filme é uma produção confirmada. Ivan Reitman irá dirigir e se espera um lançamento ainda no ano que vem. Segundo Dan Aykroyd o roteiro deve introduzir uma nova geração de caça-fantasmas sendo treinados pelos velhos integrantes.

Ficamos na torcida, afinal, desde 2009 já divulgamos o possível retorno (confira aqui o texto do João Colombo)


3º The Dark Knight Rises (2012)
Prevista para 20 de Julho de 2012, o terceiro e provavelmente último capitulo da trilogia de Chris Nolan está com a produção em ritmo quente, mas ainda é muito cedo para separar os boatos das verdades. Uma das poucas imagens oficialmente reveladas é o visual de Bane, interpretado por Tom Hardy. Sabe-se ainda que Anne Hathaway (como a Mulher Gato) e Joseph Gordon Levitt (como John Blake) são adições ao já numeroso e talentoso elenco.


Man of Steel (2012)
Dirigido pelo competente Zack Snyder (de 300 Watchmen) a nova versão do Super-Homem está com um elenco afiado e na Warner se fala extensamente que o filme se inspirou bastante no Batman de Nolan. Desde o título, até o elenco recheado de astros em papéis coadjuvantes, o filme promete fazer o mesmo sucesso que o reboot do homem-morcego. Henry Cavill será Clark Kent, Kevin Costner e Diane Lane farão os Kent, a surpresa fica por conta de Jor-El que será ninguém mais, ninguém menos, que Russel Crowe!


Os Vingadores (2012)
Com Capitão América (o último filme da franquia Marvel, antes do aguardado Vingadores) prestes a estreiar, a espera que começou em 2008 está mais próxima do fim. Com todo o elenco finalmente reunido e apresentado, e com um teaser trailer lançado oficialmente na internet, nos resta apenas aguardar pelos melhores heróis da Terra. O filme estreia em 4 de maio de 2012 e será dirigido Joss Whedon. Definitivamente, Os Vingadores merece o 1º lugar nesse Top 10, afinal, quantas vezes você fica arrepiado ao ver um teaser trailer sem atores e sem imagens do filme? Confira abaixo:



2012 promete e nós do Cinema Sem Frescura estaremos aqui para trazer todos esses detalhes e novidades para você!

29 de junho de 2011

Trailer de Missão Impossível 4 divulgado

Foi divulgado ontem, oficialmente, o trailer do novo capítulo da série Missão Impossível no Cinema. Sob a direção de Brad Bird, que até agora se especializava em animações (Os Incríveis, Ratatuille), e assume a batuta que já foi de Brian De Palma, John Woo e J.J. Abrahans.

Com um elenco promissor que inclui Jeremy Renner (Guerra ao Terror), Simon Pegg (Star Trek), Josh Holloway (Lost), e Anil Kapoor (Quem Quer Ser um Milionário?), além do próprio Tom Cruise, que agora divide os créditos do roteiro. O filme, cujo título original é "Mission Impossible: Ghost Protocol", tem estreia mundial prevista para 16 de Dezembro.

22 de junho de 2011

Street Figther - A Lenda de Chun Li (Street Fighter: The Legend of Chun-Li -2009)


Depois que Street Fighter, O Filme (com Van Damme) foi um fiasco total e, mesmo assim, rendeu mais de 100 milhões de dólares em 1994, alguém estava fadado a tentar de novo.


Eu esperava pouca coisa desse filme, é baseado em um video-game, o que nunca é um bom sinal, e filmes sobre torneios de luta tendem a ser bastante rasos. Porém as minhas baixas expectativas me enganaram, o filme não é ruim, é péssimo. Com um orçamento de U$ 50 milhões o filme fez míseros U$ 8 milhões nas bilheterias. O diretor Andrzej Bartkowiak pode definitivamente dar adeus à sua carreira (anteriormente ele havia sido responsável por outra adaptação de jogo fracassada: Doom).

Existem algumas decisões de elenco inacreditáveis aqui, por exemplo, Chun-Li, a personagem principal, é chinesa e Kristin Kreuk, a atriz que a interpreta, canadense. Como o diretor resolve o impasse? Primeiro ele apresenta a personagem com 5 anos de idade, parecendo completamente oriental, depois vemos Chun-Li aos 10 já com traços completamente ocidentais e, adulta, ela é Kristin Kreuk. 

Acreditem em mim quando eu digo que não ligo a mínima para a história oficial de Street Fighter (eu sempre fui mais fã de Mortal Kombat) mas, com certeza, eu ligo bastante para lógica e, nos primeiros minutos de filme, Bartkowiak conseguiu deixar claro que não haveria nenhuma.

A história é ridícula e mal consegue justificar as esperadas sequências de luta que permeiam o filme. As lutas são razoavelmente coreografadas, mas nada que não tenhamos visto (melhor) em outros filmes.

O filme todo é incongruente, há uma tentativa de se ter um tom mais realista do que o já citado filme de 94 (não espere uniformes aqui) mas de repente magia e superpoderes aparecem. Pelo subtítulo parece que a história se focará em Chun-Li, e de fato em alguns momentos somos levados a crer que ela embarcará em uma jornada épica apenas para, nas cenas seguintes, nos perdermos em histórias paralelas e dispensáveis. 
A culpa não é toda do diretor aqui. Ele tem uma considerável (para não dizer enorme) ajuda de Chris Klein.
Ele tem uma interpretação tão horrível e exagerada que eu posso dizer, sem sombra de dúvida, que é a pior atuação de um ator adulto e profissional que eu já vi. Klein tenta desesperadamente fazer o tipo bad boy e acaba por afundar o filme, é tão hipnótico que eu me peguei ansiosamente esperando pela próxima cena dele no filme. 

Michael Clark Duncan e Neal McDonough interpretam Balrog e Bison respectivamente e o que eu posso dizer a respeito deles é que McDonough é a unica coisa decente do filme enquanto Duncan, um ator que já concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante, deixa qualquer espectador triste ao vê-lo rebaixado a mensageiro do vilão principal.
Obviamente, ainda resta a grande questão de  porque alguém tem o trabalho de fazer um filme sobre Street Fighter sem Ryu, Ken ou mesmo Guile?
Há duas opções em relação a esse filme, ou você não assiste ou esquece que pretende ser um filme de ação e passa a tratá-lo como comédia. A última opção é bem agradável e o filme diverte (involuntariamente) bastante.

21 de junho de 2011

SUCKER PUNCH – MUNDO SURREAL (SUCKER PUNCH, 2011)

Hoje temos mais um texto do Víctor Costa. Ele nos apresenta a sua crítica a Sucker Punch, que estreiou no início deste ano nos Cinemas. Confiram:

Todos nós, no decorrer da nossa vida cinematográfica, já julgamos inúmeros filmes pela capa. Ele pode ter bons atores, uma história que pareça ser interessante e até uma direção comprovadamente competente, mas nós nos seguramos no preconceito e preferimos continuar olhando as prateleiras em busca de algo aparentemente melhor. Foi exatamente isso que aconteceu comigo e Sucker Punch – Mundo Surreal. De imediato posso afirmar: até no cinema o preconceito é negativo. Um filme de guerra surreal e psicológica, que possui o ar de submundo do filme Sin City e a sensualidade e musicalidade de Moulin Rouge; este longa, aparentemente pobre, mostra ser um dos êxitos menos comentados deste ano.

Uma garota chamada Baby Doll, após perder a mãe e matar a irmã caçula por acidente, é internada num manicômio só para garotas pelo seu padrasto, que faz um acerto com um dos enfermeiros para, de fato, enlouquecer a garota de uma vez, lobotomizando-a. Ela então conhece algumas internas e, passeando sempre pela realidade e pela fantasia dos seus sonhos que ela vive acordada, traça um plano de fuga, onde tanto ela como as "colegas" terão que conseguir alguns itens para colocar o plano em ação.
Acha que entendeu a sinopse do filme? Engana-se... Este longa é uma mistura de realidade e fantasia, onde só conseguimos entender a real dimensão e face lírica da história no final, onde tudo parece fazer sentido. Até lá você acompanha a ida e vinda das personagens para um mundo surreal onde a vibração e o arrepio serão fatores constantes em sua pele, te fazendo perguntar em alguns momentos: o que é real neste filme, afinal de contas? Não será difícil esperar até o fim para descobrir...

O diretor, Zack Snyder tem se mostrado competente em seus trabalhos. Desde o ridículo Madrugada dos Mortos (2004), até a animação inovadora e incrivelmente bela A Lenda dos Guardiões (2010), Zack vem evoluindo a cada novo filme, marcando sua filmografia de forma inovadora e moderna. Apaixonado por efeitos especiais, ele, assim como em 300, cria um mundo inimaginável neste novo filme, usando e abusando da criatividade. Com uma trilha-sonora que há muito tempo não ouço, uma fotografia digna de aplausos e com uma sensualidade suja, espremida das atrizes, o Snyder consegue nos proporcionar uma visita a um submundo que acerta em ser erótico e podre ao mesmo tempo.
Como todo filme que é julgado pela capa, Sucker Punch – Mundo Surreal não agradará a todos. Não possui atuações extremamente rebuscadas e também não faz questão de agradar. No entanto, é uma indicação certa aos amantes do Cinema, pois consegue misturar o sujo com o belo, o violento com o sublime, o erótico com o ingênuo, a sanidade com a loucura. E não é, justamente a possibilidade do impossível, que buscamos no cinema?

20 de junho de 2011

Centurião (Centurion, 2010)


Alguma coisa me dizia para não assistir Centurião. O pôster não me chamou a atenção e, apesar de Michael Fassbender estar se revelando um excelente ator, acho que ele ainda não salva uma produção sozinho.

A história é derivativa de outros filmes: um pouco de Rei Athur com a pretensão de Gladiador. Fassbender interpreta Quintus Dias, que serve como segundo em comando de um pequeno forte romano no norte da Grã-Bretanha na campanha romana para conquista da ilha. A guerra com os Pictos já dura vinte anos e o exército romano está empenhado em terminá-la de uma vez por todas. A Nona Legião, entra em cena e, depois de se tornar prisioneira dos Pictos e escapar, Quintus acaba se juntando a eles. Aqui o espectador pensa que a história poderia se tornar mais densa. O que acontece daí em diante é um jogo de gato e rato que já foi muito melhor explorado em filmes como Apocalypto (de Mel Gibson). O mesmo erro cometido por Antoine Fuqua em Rei Arthur é cometido aqui. Muitas decaptações irreais e um clima muito moderno para um filme "romano".

Michael Fassbender faz um trabalho razoável como o protagonista, mas provavelmente aceitou o filme na onda de seu recente sucesso em Hollywood e tem a oportunidade de estrelar uma produção de tamanho razoável. Dominic West se sai bem como o honrado e experiente general romano Flavius. O que me intriga é a presença de Olga Kurylenko; ela deve ter algo de especial em seus testes porque conseguiu o principal papel feminino em Quantum Of Solace, Hitman e Max Payne e, no entanto, em nenhum deles entregou uma interpretação convincente; o fato de ela interpretar uma muda nesse filme, só piora as coisas. Ela também não é um nome que chame plateias, então a razão de ela estar sempre a frente nas oportunidades que poderiam sabiamente serem preenchidas por atrizes mais talentosas é algo que ainda está fora do meu alcance.
Neil Marshall, o diretor, também escreveu o roteiro e o fez com a brilhante ideia de todo roteirista amador: monta uma história original e a recheia com cenas de outros filmes. Há de tudo aqui, desde Gladiador à Senhor dos Anéis, passando pelos já citados Rei Arthur e Apocalypto. Uma narração dispensável e uma clara indefinição de ritmo não fazem nada além de prejudicar o filme.

No geral, Centurião não é um péssimo filme, é simplesmente algo banal e produzido de forma mediana. Porém, se levarmos em consideração o orçamento de apenas 12 milhões (um grande lançamento americano não sai por menos de 100 milhões hoje em dia), o filme é uma peça rara. Locações bonitas e truques singelos e competentes disfarçam a falta de recursos da produção.



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