7 de maio de 2009

Ghostbusters III - Os Caça-fantasmas estarão de volta?


Ícone do anos 80, um clássico da "Sessão da Tarde", pode estar de volta. Na moda dos remakes e continuações saudosistas, os boatos ganham força e o cineasta Harold Ramis (que também interpreta o Egon) e Dan Akroyd (que fazia Ray), afirmam que o roteiro para o 3º capítulo dos heróis está em finalização, mas não há diretor confirmado.

Bill Murray (que fazia o engraçado Peter Venkman) e Ernie Hudson (que fazia o Winston) já estariam confirmados, segundo a produção, mas o próprio Murray já disse que não há chance de ele interpretá-lo novamente. Signoury Weaver parece estar negociando duro, mas Akroyd afirma categoricamente que, quando as filmagens começarem, ela estará junto. Não encontrei nada na mídia ainda que confime se Rick Moranis (o atrapalhado Louis) ou se Annie Posts (a secretária Janine) estarão no elenco - acho bem provável.

A ideia de fazer a sequencia é antiga... muito foram os boatos. Em 2007 falaram até em rodar como animação digital. O que saiu por enquanto é que terá uma nova geração de caça-fantasmas... a boataria em Hollywood é forte, principalmente entre atores da geração que pegou o 1º Ghostbusters nas telonas. Parece que Ben Stiller (de Entrando Numa Fria), Jack Black (de Escola de Rock) e Seth Rogen (de Pagando bem, que mal tem?) têm grande possibilidades de estrelarem a nova geração.

A previsão é que o filme saia em 2012... por enquanto fiquem com os trailers do 1 e 2... para conhecimento ou para matar saudade

Até a próxima.

João Colombo.

20 de abril de 2009

Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Milionaire, 2009)


O título do filme em português - Quem quer ser milionário? - faz relação há um programa na Índia, estilo Show do Milhão, mas não faz jus à história. Jamal Malik (personagem de Dev Patel) não faz questão se tornar milionário... queria apenas estar no programa. Desta vez não vou contar o filme, porque o legal dele é justamente a amarração. Só uma sinopse:

Jamal Malik é um garoto pobre, fruto das favelas indianas - muito parecidas com as nossas do Rio. Interrogado e torturado pela polícia, ele conta como sabia as respostas que o levaram a ganhar o direito de participar da última pergunta do programa "Who wants to be a millionaire?", cuja resposta o tornaria um milionário! A surpresa do inspetor de polícia é o relato do garoto, onde percebe a veracidade, ele tirava as resposta das suas vivências até aquele momento.

Agora por quê e como ele entrou no programa, eu deixo pra quem assistir o filme descobrir.

Vale muuuito a pena conferir. Realmente mereceu o Oscar. Mostrou que ótimos e belos filmes ainda podem ser feitos com poucos recursos e atores desconhecidos... e o mais legal convencer A academia.

Até a próxima.

18 de fevereiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008)

Hollywood ainda é admirável. Sinto que, na última década, os grandes estúdios vem fazendo filmes à moda antiga, sem frescura, principalmente a partir da segunda metade da década de 2000, o Cinema norte-americano (limito-me a falar sobre Hollywood) tem produzido filmes grandiosos para as grandes telas, emocionantes, com ótimos roteiros, histórias fantásticas. Arrisco dizer que parece estar tentando copiar o estilo europeu.

"O Curioso Caso de Benjamin Button" se encaixa bem nessa categoria, que se caracteriza por uma despreocupação com a duração do filme, no estilo "... E O Vento Levou...". São longas tomadas, e cenas que exigem uma atenção maior para o que é dado pelos diálogos, mais do que pela cena (movimentos) em si.

O filme chega a ser um pouco monótono, mas tem ótimas pitadas de humor que não deixam cansá-lo, abrindo espaço para reflexão: como seria bom passar o tempo e ficar mais forte, belo e sábio! Na vida real, parece não ser possível, não por muito tempo, unir os três conceitos.

O filme conta a história de Benjamin Button (Brad Pitt) que nasceu com todos os aspectos de uma pessoa idosa, no fim da vida, incluindo a pele toda enrugada. Sua mãe morre no parto e pede para que o pai cuide dele... o pai se assusta com a criança e o deixa na porta de um asilo (!). A enfermeira do local pega o pequeno Benjamin para si e o cria como filho adotivo.

Desde pequeno ele se acostuma com o ir e vir das pessoas: elas chegam velhas e saem mortas... isso lhe traz certa segurança, pois como ele tem aspecto de velho, todos acham que ele é só mais um ali. O curioso é que à medida que o tempo passa ele fica mais jovem e mais forte, só que com a mentalidade de uma pessoa que está amadurecendo... quando "adolescente" todos acham que ele tem uns 75 anos, mas ele resolve sair para o mundo, se aventurar, trabalhar, namorar...

... ele chega a se casar com a sua amiga de infância, Daisy (Cate Blanchett), que só adulta entende o que acontece com ele, pois quando criança, também achava que ele era um velho. Juntos, eles tem uma filha e o drama fica sério quando Benjamin se dá conta que ele só vai ficar mais novo, que talvez sua filha não entenda e que sua mulher terá de cuidar de duas crianças.

Os efeitos visuais, a fotografia são ótimos, mas a construção do personagem por Brad Pitt é admirável. Vale muito a pena conferir.

Até a próxima.

13 de novembro de 2008

O ADVERSÁRIO (L'Adversaire - 2002)


L'Adversaire (França, 2002), concorreu em Cannes e, para mim, foi a melhor produção francesa desse ano. O longa-metragem é baseado numa história real, mas é ficção. Como a própria diretora, Nicole Garcia, afirma, a partir do momento em que se retrata algum fato num filme, ele passa a ser ficção. Apegada a esse conceito, ela foge da tradição de pegar atores desconhecidos para dar um caráter mais verossímil - como se fosse um documentário - e chama para o papel principal o ilustre Daniel Auteuil (do Closet, 2001). Garcia se inspirou principalmente no livro O Adversário de Emmanuel Carrère, que conta a história de Jean-Claude Romand, um homem que mente para a mulher, os pais, os filhos e amigos por quase 20 anos dizendo que é médico.

No filme o personagem se chama Jean-Marc Faure. Quando começam a desconfiar dele, ele não suporta a vergonha e, ao invés de contar a verdade, ou fugir, ou qualquer outra coisa, ele resolve matar o casal de filhos, a esposa e os pais. A história é triste, super dramática, o telespectador sofre junto com o personagem de Auteuil, torce por ele e contra ele.

O interessante é que a obra não é sensacionalista, mas minimalista. Cada gesto, cada olhar é atormentador e traz várias interpretações. O filme trata do drama dele, de como passou a vida fugindo de compromissos e mentindo para as pessoas que o queriam bem; de como ele era doente, até surtar e realmente não saber o que estava fazendo; de como ele não sabia mais o que era certo ou errado. O filme tratou isso tão bem que Nicole Garcia nem se preocupou em dar um enfoque para os assassinatos. O fato de ter passado 20 anos mentindo sobre tudo para as pessoas mais próximas é tão fantástico que um desfecho trágico chega a ser previsível e pouco importante. A reflexão é: Como pode, um homem criado por pessoas honestas e descentes, tão dedicado à familía e aos amigos, realizar tal façanha?
A direção de arte também é muito interessante. Os acontecimento do "presente" são sempre muito sombrios e carregados de cinza, como era a sua vida. No entanto os flashbacks, tratam dos momentos mais felizes e são sempre muito coloridos, com muita iluminação. Um contraste constante no filme, como a personalidade dúbia do personagem principal. No fim, percebemos que "o adversário" é sempre ele mesmo, como retrata tão bem a imagem acima.

Muito, muito bom. Tem que assistir.


27 de outubro de 2008

O Poderoso Chefão (The Godfather)


Se existe alguma religião baseada na idolatria à arte cinematográfica, um dos dogmas seria a obrigação de assistir a uma das parte de O Poderoso Chefão ao menos uma vez por mês. Os infiéis, que se negarem a assistir, estariam condenados a queimar no inferno!

Sim, o filme é, provavelmente, o melhor filme já feito na história, considerando suas três partes como uma única obra. A direção de Francis Ford Coppola é perfeita, a fotografia é fantástica e a atuação de todos os atores é inquestionável. O filme tornou-se referência para os gêneros que então surgiram, como filmes de máfia e gângsters, redes de intrigas, conflitos pessoais, reflexão sobre bem e mal.

Essa é a história que Mario Puzo escreveu: o drama de um homem, mau por natureza, mas que quer o bem para si e para sua família, sem perder o respeito. Talvez, pela 1ª e única vez, uma adaptação fílmica conseguiu ser melhor que o original literário.

O personagem de Al Pacino, Michael Corleone, é considerado um dos maiores vilões de todos os tempos na história do cinema, ao lado de personagens emblemáticos como Darth Vader (Guerra nas Estrelas) e  Dr. Hannibal (O Silêncio dos Inocentes), mas ele podia estar também na lista dos heróis. Dificilmente conseguimos ver sob esse ponto de vista, porque ele é mau até os ossos.

Após a morte se seu pai, Don Vito Corleone, Michael assume os negócios da família e torna-se o Don. Para se vingar daqueles que mataram seu pai, seu irmão e tentaram matá-lo ele inicia um banho de sangue, com a promessa de que irá limpar o nome da família. Manda matar seu cunhado, deixando sua irmã viúva, põe em risco inúmeras vezes a vida de pessoas ao seu redor antes da sua e, o pior de tudo, mandou matar o próprio irmão.

Seu objetivo sempre foi legalizar os negócios da família, a fim de dar um futuro melhor para seus filhos, mas ele precisava manter o poder e o respeito. No entanto, parece que a vida estava contra ele, sempre, pois todas as vezes que tentava sair da máfia, as demais famílias o puxavam de volta, sem deixar saída para ele que não fosse a guerra.

Quando se assiste 30 vezes o filme, é possível perceber o quanto Michael sofreu durante a vida para se libertar. Al Pacino parece ter sofrido junto. É questionável o que um homem faz pela sua vida, mas será que ele tinha outra alternativa? Assistam e tirem suas próprias conclusões. É esse poder que o Cinema tem de abalar e influenciar as nossas vidas que fez com que O Poderoso Chefão seja tema de estudos e debates em universidades de Direito, Sociologia e demais ciências humanas no mundo afora.

Algumas dicas para quem já assistiu algumas vezes é se dar conta de que alguns elementos estão presentes nas três parte. Todos iniciam com uma festa, criticam a hipocrisia da igreja católica com as atitudes de seus membros e seguidores; em cada filme, dois membros da família Corleone morrem, um de morte natural e outro assassinado; os atores são os mesmos desde o primeiro filme em cada personagem... entre tantos outros elementos que vamos percebendo.

Assistam ou queimem no inferno.

Esse vale a pena, sempre.

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