A breve crítica abaixo foi escrita pelo gênio escritor e jornalista Canoense, Canabarro Tróis Filho, o "Tonito", para os amigos. Foi publicado no jornal O Timoneiro, de Canoas (RS) em 13 de fevereiro de 1987. Canabarro me presenteou com uma vasta coleção de livro e revistas sobre cinema, após descobrir que compartilhamos da mesma paixão pelo Cinema. É uma honra para este blog ter como amigo e mentor alguém como Canabarro Tróis Filho. Para saber mais sobre este nonagenário pensador e ativo escritor, curta e acompanhe a página https://www.facebook.com/BiografiaDoSeuTonito/.
JOHN WAYNE : JOHN WAYNE: A COINCIDÊNCIA DO CÂNCER E UMA POSSÍVEL DIVERGÊNCIA
Quem não viu ou ouviu falar de John Wayne, talvez o melhor "cow-boy" do Cinema? Clássicos da cinematografia dos EUA, dirigidos por John Ford, por exemplo, foram protagonizados pelo bom e varonil ator, também notabilizado por sua idéias políticas, rotuladas pelos patrulheiros como "reacionárias" ou "fascistas". E ele morreu de câncer.
Pois num sábado recente, Canal 5 passou "The Shootist (O último pistoleiro), com John Wayne vivendo um pistoleiro em fim de carreira, minado pelo câncer. Buscou um refúgio, com nome falso, mas foi descoberto e desafiado. E ele vai para seu último duelo.
A harmonização do velho pistoleiro, com as pessoas que o acolhem, enquanto espera a morte, se processa na soma de pequenas e grande demonstrações de virtudes básicas, entre elas, a honradez e o respeito aos semelhantes. Wayne teria representado um tipo indesejável ou, então, não tinha o conteúdo que o rótulo anunciava?
Um belo e sempre moderno filme, dirigido por Don Siegel, porque nos devolve à velha questão: é a arte que copia a vida ou esta copia a arte? O próprio filme pode ter a resposta: parece que a vida e a arte estão numa contínua permuta, num fluxo permanente de recriação.
Equipe de Green Book, Vencedor do prêmio de Melhor Filme
Em uma noite de premiações merecidas e outras muito inusitadas, a 91ª edição do Oscar, o prêmio da Academia de Cinema Americana de Hollywood, foi marcada por uma diversidade de filmes com temáticas do empoderamento e causa dos negros, o que promoveu uma distribuição mais igualitária de prêmio; não houve "monopólio" de uma produção particular, sendo Bohemian Rhapsody o maior vencedor da noite com 4 estatuetas e Green Book, que venceu 3, entre eles o principal de Melhor Filme.
Confira a lista completa abaixo:
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Amy Adams, Vice
Marina de Tavira, Roma
Regina King, Se a Rua Beale Falasse - VENCEDORA
Emma Stone, A Favorita
Rachel Weisz, A Favorita
MELHOR MAQUIAGEM
Border
Vice - VENCEDOR
Duas Rainhas
MELHOR DOCUMENTÁRIO
Free Solo - VENCEDOR
Hale County this Morning, This Evening
Minding the Gap
RBG
Of Fathers and Sons
MELHOR FIGURINO
A Balada de Buster Scruggs
Pantera Negra - VENCEDOR
A Favorita
O Retorno de Mary Poppins
Duas Rainhas
MELHOR MONTAGEM
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody - VENCEDOR
A Favorita
Green Book - O Guia
Vice
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Pantera Negra - VENCEDOR
A Favorita
O Primeiro Homem
O Retorno de Mary Poppins
Roma
MELHOR FOTOGRAFIA
Guerra Fria
Roma - VENCEDOR
Nasce Uma Estrela
A Favorita
Nunca Deixe de Lembrar
MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Pantera Negra
Bohemian Rhapsody - VENCEDOR
O Primeiro Homem
Um Lugar Silencioso
Roma
MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Cafarnaum, Líbano
Guerra Fria, Polônia
Nunca Deixe de Lembrar, Alemanha
Roma, México - VENCEDOR
Assunto de Família, Japão
MELHOR MIXAGEM DE SOM
Pantera Negra
Bohemian Rhapsody - VENCEDOR
O Primeiro Homem
Roma
Nasce Uma Estrela
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali, Green Book - O Guia - VENCEDOR
Adam Driver, Infiltrado na Klan
Sam Elliot, Nasce uma Estrela
Richard E. Grant, Poderia me Perdoar?
Sam Rockwell, Vice
MELHOR ANIMAÇÃO
Os Incríveis 2
Ilha dos Cachorros
Mirai
WiFi Ralph: Quebrando a Internet
Homem-Aranha no Aranhaverso - VENCEDOR
MELHOR CURTA ANIMADO
Comportamento Animal
Bao - VENCEDOR
Fim de Tarde
Um Pequeno Passo
Weekends
MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA METRAGEM
Black Sheep
A Partida Final
Lifeboat
Uma Noite no Madison Square Garden
Absorvendo o Tabu - VENCEDOR
MELHOR CURTA METRAGEM DE FICÇÃO
Detainment
Fauve
Marguerite
Mother
Skin - VENCEDOR
MELHORES EFEITOS VISUAIS
Vingadores: Guerra Infinita
Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível
O Primeiro Homem - VENCEDOR
Jogador Nº 1
Han Solo - Uma História Star Wars
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Balada de Buster Scruggs
Infiltrado na Klan - VENCEDOR
Poderia me Perdoar?
Se a Rua Beale Falasse
Nasce Uma Estrela
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
A Favorita
No Coração da Escuridão
Green Book - O Guia - VENCEDOR
Roma
Vice
MELHOR TRILHA SONORA
Pantera Negra - VENCEDOR
Infiltrado na Klan
Se a Rua Beale Falasse
Ilha dos Cachorros
O Retorno de Mary Poppins
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"All The Stars", Pantera Negra
"I'll Fight", RBG
"Shallow", Nasce uma Estrela - VENCEDOR
"The Place Where Lost Things Go", O Retorno de Mary Poppins
"When A Cowboy Trades His Spurs For Wings", A Balada de Buster Scruggs
A vida artística de um cantor dentro do
universo da música é, por vezes, tão intensa que não cabe numa única obra. No
filme brasileiro Cazuza, mesmo sendo uma ótima adaptação de sua vida artística,
ela não explorava, por exemplo, a relação intensa que ele tinha com o cantor
Ney Matogrosso. Mas embora o fã mais fervoroso possa reclamar, Bohemian
Rhapsody é ótima adaptação sobre o auge, decadência e redenção de uma das
maiores bandas de rock da história da música.
Dirigido por Brian
Singer (da cine série X-Men), o filme acompanha o nascimento da banda Queen
surgida em 1970, formada por Freddie Mercury (Rami Malek, da série Mr. Robot),
Brian May (Gwilym Lee), Bem Hardy (Roger Taylor) e John Deacon (Joseph
Mazzello). Com a realização de grandes sucessos da música, a trupe vai
conquistando todas as paradas. Porém, do auge vem à decadência e Freddie
Mercury sente na pele o preço em obter a grande fama.
Assim como ocorreu em
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, Brian Singer tem a proeza de fazer uma bela
reconstituição de época dos anos 70, onde surgiu a banda e sintetizando todo
aquele ar rebelde, paz amor e cores quentes que moldavam aqueles anos. Em
contrapartida, é notório sobre o que é visto na tela, principalmente para os
fãs com olhar mais atento, de que os roteiristas optaram em condensar inúmeras
passagens sobre os primeiros passos da banda e pincelando elas de uma forma
mais cinematograficamente falando. Portanto, para aqueles que esperam em ver
nos cinemas as inúmeras lendas urbanas que a trupe foi colecionando ao longo do
sucesso, podem muito bem acabar se decepcionando, mas isso não impede que os
fãs e marinheiros de primeira viagem se emocionem na frente da tela,
principalmente com as principais músicas de sucesso da banda que disparam aos
nossos ouvidos e que moldam a história como um todo.
É aí que mora o
verdadeiro coração da obra, já que ela explora as origens dos principais
sucessos da banda Queen, como Bohemian Rhapsody, Radio Gaga Ga, Hammer To Fall
e We Are The Champions, Crazy Little Thing Called Love e We Wiil Rock You. Não
deixa de ser divertido, por exemplo, ao vermos os integrantes sendo
perfeccionistas e cuidadosos com a realização de suas principais músicas e que
moldariam as suas carreiras. Vale destacar que isso, logicamente, muito se deve
a Freedie Mercury, que aqui é vivido com intensidade por Rami Malek.
Conhecido pela série
Mr. Robot, Malek incorpora Mercury de uma forma assombrosa, onde ele imita
todos os trejeitos e a energia furiosa que o artista tinha em cima do palco.
Além disso, ele se sai bem ao retratar as principais passagens do cantor em sua
vida pessoal, desde os altos e baixos com a sua esposa Mary Austin (Lucy
Boynton), como também das suas inúmeras relações amorosas secretas. É aí que o
filme derrapa um pouco na falta de ousadia, já que Mercury era bissexual
assumido e no filme essas relações ficaram um tanto que tímidas, mas também não
escondendo a sua verdadeira essência de sua pessoa.
Do segundo ao
terceiro ato final, o filme explora o auge e o declínio da banda,
principalmente pelo fato do sucesso ter subido a cabeça de Freedie Mercury. É
aí que adentramos ao clima meio que sombrio dos anos 80, onde Mercury procura o
seu lugar ao sol, mesmo tendo tudo em sua mão. O cinéfilo, claro, já conhece
todos os ingredientes que moldam uma biografia de um artista e já tendo, então,
uma ideia do que irá vir a seguir, independente da pessoa ter sido ou não fã da
banda na época.
A grande queda de
Mercury ocorre quando ele descobre que contraiu a AIDS, numa época em que a
doença tinha o seu maior grau de perigo e os médicos pouco sabiam como lidar
com ela. É aí que os realizadores optam por liberdades poéticas para moldar
esse momento tão delicado do cantor e retratando ele como alguém a procura de
sua redenção. Embora apelativo para esse momento, não deixa de ser emocionante
quando a música Who Wants To Live Forever é ouvida num momento tão delicado do
protagonista.
Após o declínio, o
ressurgimento da banda é todo pincelado para que os minutos finais do filme se
tornem um grande espetáculo. É preciso ter coração de pedra para não se
emocionar com a reconstituição do grande show Live Aid ocorrido em 13 de Julho
de 1985. De uma forma primorosa, Brian Singer elabora um plano sequência, para
termos uma total plenitude do mar de pessoas que se encontrava naquele estádio
e sermos jogados no palco onde a banda se apresentou.
A partir daí, são
quinze minutos de luz, som e energia vinda dos interpretes que encarnaram de
corpo e alma a banda do começo ao fim. É um momento que nos damos conta que
Queen nasceu como uma banda para se tornar a voz dos excluídos da sociedade,
que clamam por músicas que soem como hino de protestos contra aqueles que se
dizem poderosos. Em tempos em que o conservadorismo se espalha pelo mundo, uma
banda como Queen faz falta em todos os sentidos.
Embora não sendo perfeito em
alguns momentos, Bohemian Rhapsody é uma surpreendente experiência
cinematograficamente sensorial e que nos ajuda a lavar a alma em tempos de
dúvidas, medos e incertezas.
O grande clássico O Predador de 1987 serviu para inserir novo sangue ao subgênero "exercito de um homem só", onde filmes de ação protagonizados por homens casca grossas, dos quais dizimavam um exercito inteiro, dominavam os cinemas da época. No caso do filme dirigido por John McTiernan (Duro de Matar), havia um super grupo de soldados, onde praticamente quase todos eram atores que se destacavam nos filmes de ação da época e liderados pelo até então astro Arnold Schwarzenegger. Com uma direção perfeccionista, suspense na medida certa, além de cenas de ação muito bem filmadas, o filme se tornou um sucesso instantâneo e de forma merecida.
Claro que não demorou muito para o estúdio Fox querer investir ainda mais no caçador alienígena e logo veio O Predador 2 que, embora não seja superior ao primeiro, deixava um gancho curioso para eventuais sequências. Mas é aí que vieram os problemáticos Alien X Predador (2004 - 2007), cujo os filmes nada mais eram do que puro caça níqueis e que nada acrescentaram ao personagem. Robert Rodriguez (Sin City), na época como produtor, até que tentou fazer um bom filme com Predadores (2010), mas a obra nada mais era do que uma releitura do clássico e perdendo assim sua personalidade própria.
Quando se achava que não haveria mais nenhum Predador a ser levado para o cinema, eis que a Fox novamente surpreende ao insistir em sua pepita de ouro. Contrata o diretor e roteirista Shane Black, conhecido mais pelos roteiros da quadrilogia Maquina Mortífera, ter feito uma participação como um dos soldados do primeiro Predador e ter embarcado na direção em filmes como Beijos e Tiros e Homem de Ferro 3. Com esse curriculum Black cria em O Predador de 2018 um filme que não se esquece da obra original, onde remete sobre os tempos mais simples da década de 80, mas dando um passo em falso em fazer da obra um produto mais para ser degustado do que fazer um filme com personalidade própria e dizer para que veio.
Em tempos de nostalgia com relação aos anos 80, Shane Black segue essa tendência, não só fazendo a gente se lembrar a todo momento do clássico, como também inserindo elementos que nos faz lembrar de outros filmes daquele tempo. Isso ele já havia feito em Homem de Ferro 3, mas aqui ele meio que exagera, principalmente ao colocar, novamente, uma criança super dotada (Jacob Tremblay, de Extraordinário) e peça chave da trama. Nada contra a presença de jovens talentos, porém, a sensação que me deu quando surgia o pequeno protagonista era como se eu estivesse assistindo a outro filme e dando a entender que essa ideia foi incrementada no roteiro em última hora.
Com relação a ala adulta, Boyd Holbrook (Logan) até que se sai bem em meio aos efeitos visuais, correria e tiroteios, principalmente por carregar um ar de anti herói dos velhos tempos. Falando nisso, a trupe de mercenários que acabam caindo de para quedas na história, rende alguns momentos engraçados e fazendo com que nos importemos com os seus destinos. O problema é aquele velho discurso de soldado herói dos anos 80, que aqui é usado a todo momento e soando inverossímil demais em tempos contemporâneos.
Mas tudo isso fica ainda pior mesmo no terceiro ato final da trama, onde ação remete elementos tanto do primeiro, como do segundo filme e gerando uma sensação de dejà vu no mal sentido. Para piorar, há praticamente dois finais nítidos na reta final da trama, sendo que o epílogo é uma proposta escancarada para que a franquia seguir novos rumos no cinema, mas soando também repetitiva e cansativa. Em tempos em que o cinema cada vez mais se sustenta com franquias sem fim, essa aqui se torna dispensável para não dizer esquecível.
O Predador (2018) pode até ser divertido em sua proposta mas que sofre da enorme sombra criada pelo grande clássico dos anos 80.
Michael B. Jordan, Sylvester Stallone e Tessa Thompson reprisam seus papéis, com direção de Caple Jr e produção executiva de Ryan Coogler
Saiu o novo trailer do aguardado longa Creed II, que conta com os astros Michael B. Jordan e Sylvester Stallone reprisando seus papéis como Adonis Creed e Rocky Balboa, respectivamente. O destaque do vídeo é a tensão que antecede a luta entre Adonis e seu mais novo rival: Viktor Drago, filho do lendário rival de Rocky, Ivan Drago. Já as artes trazem Adonis Creed e Rocky Balboa.
O longa, que tem previsão de estreia para 24 de janeiro de 2019 no Brasil, é a sequência do aclamado sucesso "Creed – Nascido para Lutar", de 2015, que arrecadou mais de US$ 170 milhões de bilheteria global.
Sobre o filme
A vida se tornou um ato de equilíbrio para Adonis Creed. Entre obrigações pessoais e treinamento para a próxima grande luta, ele encara o desafio de sua vida. Enfrentar um adversário com laços com o passado de sua família só intensifica sua batalha iminente no ringue. Rocky Balboa está lá ao seu lado e, juntos, Rocky e Adonis vão confrontar o legado que compartilham, questionar por que vale a pena lutar e descobrir que nada é mais importante que a família. Creed II é sobre voltar ao básico para redescobrir o que fez de você um campeão e lembrar que não importa para onde você vá, você não pode escapar da sua história.
Também reprisam seus papéis do primeiro filme: Tessa Thompson como Bianca, Phylicia Rashad como Mary Anne, Wood Harris como Tony "Little Duke" Burton e Andre Ward como Danny "Stuntman" Wheeler. O novo elenco é completado com Florian "The Big Nasty" Munteanu como Viktor Drago, Dolph Lundgren retornando ao papel de Ivan Drago e Russell Hornsby como Buddy Marcelle. Creed II será distribuído nos Estados Unidos pela MGM e a Warner Bros. Pictures distribuirá o filme internacionalmente.
Caple Jr. dirige a partir de um roteiro original escrito por Stallone baseado nos personagens da franquia Rocky. As filmagens ocorreram principalmente na Filadélfia, com localizações adicionais no Novo México.