Está aberta a votação populae para o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, premiação mais importante do cinema nacional, que chega em 2015 à sua 14ª edição. A cerimônia será realizada dia 1º de setembro, às 21h no Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro - Cine Odeon. A cerimônia, que será transmitida ao vivo pelo Canal Brasil, será uma celebração do cinema brasileiro e do centenário do nascimento do Grande Otelo artista que, desde 2002, dá nome à estatueta do Grande Prêmio de Cinema que este ano, ganhou novo desenho assinado por Ziraldo, além da homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro.
Entre os dias 06 e 31 de agosto, a disputa estará aberta para o voto popular, no qual o público vai poder eleger, através do site (www.academiabrasileiradecinema.com.br), os vencedores das categorias “Melhor longa-metragem ficção”, “Melhor longa-metragem documentário” e “Melhor longa-metragem estrangeiro”.
Josh Trank havia impressionado o mundo com o filme Poder sem Limite, em
que mostrava o lado bom e o lado ruim de jovens que, da noite para o
dia, adquirem poderes infinitos. Muitos compararão o filme com a obra
prima japonesa Akira e, devido a isso, o cineasta foi logicamente
sondado por outros estúdios para ser diretor de alguma adaptação de uma
HQ. Trank foi então convidado pela Fox para dirigir a nova versão de
Quarteto Fantástico e muitos logicamente esperavam por uma grande dose
de verossimilhança e qualidade adulta na história, o que infelizmente se
perde na reta final do longa, mas isso eu explico mais adiante.
É
bem da verdade que, as raízes do sucesso, que transformaram esses
personagens conhecidos no mundo todo através das HQ estão todas lá na
adaptação. A primeira uma hora é um verdadeiro deleite, pois não
presenciamos um filme de super heróis exatamente, mas sim jovens comuns
que se conhecem, trabalham juntos num projeto, mas que dá tudo errado e
se transformam em super seres. Com isso, o filme é mais do que uma mera
aventura, mas sim um filme de ficção, onde a ação fica e muito em
segundo plano e dando espaço para um desenvolvimento melhor para os
personagens.
O entendedor de Quarteto Fantástico irá perceber que
tudo está lá: o trágico destino de Bem como Coisa e Richard (Miles
Teller) se culpando por isso; Johnny Storm (Michael B. Jordan) como o
garoto rebelde e com grande desejo de aventura; Susan (Kate Mara) como a
garota inteligente, mas tímida e Victor Von Doom (Toby Kebbell), um
grande gênio, mas com ambição e um alto grau de inveja contra Richard.
Além disso, Quarteto sempre foi mais do que um grupo de super heróis,
mas sim também a primeira família heroica das HQ e na adaptação isso é
muito bem fortalecido nas palavras do pai de Johnny e Susan,
interpretado com competência por Reg E. Cathey (House of Cards).
Mas a
partir do momento que os personagens adquirem os seus poderes, é ai
então que o filme se perde e muito. Não que os efeitos visuais dos
personagens usando os seus poderes sejam ruins, muito pelo contrário,
mas dá a nítida impressão que saímos de um filme e entramos num outro
completamente diferente. É aí nesse momento que dá a impressão que o
cineasta Josh Trank fica no piloto automático e o estúdio comanda a obra
e acreditando que sabe o que está fazendo.
Como se já não bastasse,
se o filme leva uma hora na apresentação, no desenvolvimento e na
transformação dos personagens (algo similar em filmes como Batman
Begins) seria mais do que lógico haver mais tempo de projeção, para
assistimos os personagens então em ação. Ao invés disso, tudo é muito
corrido, do final do segundo ato para o terceiro e derradeiro, e é aonde
que o filme se perde de vez. Basta dizer que, no momento que surge
Victor Von Doom transformado em Doutor Destino, tudo se torna um mero
protesto para os heróis se unirem e combatê-lo.
O problema está
justamente no Doutor Destino, um personagem de grande potencial, mas que
aqui é completamente desperdiçado e suas motivações são tão artificiais
que causam vergonha de se ver e ouvir. Tudo então se enlaça nos
derradeiros minutos de ação e efeitos visuais, mas que são mal
desenvolvidos e em poucos minutos de cena. Se a intenção era fazer um
filme de ficção e não necessariamente de aventura desenfreada, então ela
nem se quer precisavam existir.
Ao termino da projeção, a sensação
de que eu tive foi de muita frustração, pois no princípio estava
admirando e curtindo um filme que eu estava assistindo, mas que logo se
transformou numa aberração e que não tem nada a ver com a sua proposta
inicial. De quem são os culpados por isso? Do diretor? Estúdio?
Roteiristas? Isso agora é o que menos importa!
Pelo menos, Quarteto
Fantástico talvez venha a servir de exemplo sobre o que não se pode
fazer num tipo de produção como essa. Um filme que começa de uma forma
tão boa, mas termina de uma forma lamentavelmente ruim.
Distribuidora: Universal Pictures Data de lançamento: 13/08/2015 Gênero: Comédia Elenco: Anna Kendrick, Rebel Wilson, Hailee Steinfeld, Brittany Snow, Skylar Astin, Adam DeVine, Katey Sagal, Anna Camp, Ben Platt, Alexis Knapp, Hana Mae Lee, Ester Dean, Chrissie Fit, Birgitte Hjort Sørensen, Flula Borg, Kelley Jakle, Shelley Regner, com John Michael Higgins e Elizabeth Banks Direção: Elizabeth Banks Produção: Paul Brooks, Max Handelman, Elizabeth Banks
Sinopse: O Barden Bellas está de volta em “A Escolha Perfeita 2”, sequência do sucesso mundial sobre um grupo adorável e desajustado com apenas uma coisa em comum entre as integrantes: a maneira irresistível como, juntas, alcançam uma sonoridade perfeita como nunca antes vista.
Já se passaram três anos desde que o Bellas trouxe sua voz, estilo e atitude para se tornar o primeiro grupo só de mulheres a ganhar um título nacional. Mas depois de serem banidas, por conta de um escândalo que ameaçou destruir o último ano da Barden, as tricampeãs se preocupam que, desta vez, elas possam ter perdido a harmonia de uma vez por todas.
Com apenas uma chance restante de ainda conseguir redimir seu legado, o Bellas deve lutar pelo seu direito de ganhar o Campeonato Mundial de A Cappella, em Copenhague. E como elas lutam para equilibrar as pressões de dominação musical, precisarão contar com o poder de sua parceria para encontrar novamente sua voz a fim de voltar a ser um dos melhores grupos do mundo.
Dirigido por Elizabeth Banks, coestrela e produtor de “A Escolha Perfeita”, e produzido por Paul Brooks e Max Handelman e Banks, a comédia ainda conta com a volta de Kay Cannon para coproduzir e escrever o próximo capítulo.
Desde o movimento cinematográfico francês Nouvelle vague, o cineasta Jean-luc Godard sempre criou filmes com um alto grau histórico, político, autoral, e acima de tudo, que diferenciasse do cinema convencional do seu país de origem. Numa verdadeira mistura de dois de seus grandes filmes, como A Chinesa (1968) e Desprezo (1963) como exemplo, se tem Adeus A Linguagem, sendo uma espécie de uma crítica visual com relação ao nosso mundo contemporâneo de hoje, principalmente da forma como as pessoas se comunicam na maioria das vezes. Talvez para o cineasta, a linguagem de ontem está cada vez mais se perdendo em meio ao turbilhão da tecnologia que, faz com que tenhamos cada vez mais informações rápidas, mas se perde as formas como as pessoas se interagiam antigamente e se tornando tudo mais automático e menos humano.
Vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes de 2014, o longa é uma verdadeira aula de som e imagem, aonde as formas e as cores se misturam, num 3D (primeira vez usada pelo cineasta) que se apresenta da forma como realmente essa ferramenta cinematográfica deveria sempre ser: profundidade acentuada, pequenos detalhes que voam aos nossos olhos, numa verdadeira representação da corrida louca de uma sociedade moderna que não vê mais o tempo passar como era antigamente. Devido a isso, o filme se encaminha mais para um longa experimental do que algo convencional, o que pode espantar os cinéfilos desavisados.
Na realidade há praticamente dois protagonistas, que inclui um cachorro (sendo do próprio cineasta), e que por vezes, esse último rouba a cena do filme. Os dois protagonistas são na realidade um casal em crise, pelo fato de eles não conseguirem compreender o que um está querendo dizer para o outro e gerando então um conflito entre os dois. Já o cachorro, sempre surge em momento chave, do qual ele se torna uma representação da ausência dos próprios donos que, não lhe dão atenção, assim como não conseguem administrar a relação de ambos.
Embora sendo pouco mais de uma hora de duração, Godard prova que cada minuto se torna longo e precioso, pelo fato que, a cada momento, ele criar situações que exige maior intensidade de seus dois atores e gerando situações imprevisíveis. Embora curto, são tamanhas situações acontecendo a todo o momento que, faz com o filme se pareça longo, mas gerando ao mesmo tempo a sensação de que os personagens tiveram o seu tempo de resolverem os seus conflitos em cena.
Vendo o filme como um todo, é impressionante constatar que Godard, mesmo com mais de oitenta anos vida, consiga ter uma sintonia com relação ao mundo que vivemos hoje. Essa sintonia não é diferente de décadas passadas, provando o quão ele se preocupa em corresponder, através da sétima arte, a realidade do qual ele vive. Diferente de outros de sua geração, ele se empenhou em jamais ficar para trás, mesmo criando obras das quais nem todos possam conseguir comprar o que ele quer passar.
Mesmo com toda sua complexidade, Adeus À Linguagem se torna indispensável, ao mostrar de uma forma simples, o quanto precisamos caminhar para não nos esquecermos do que nós realmente somos, em meio a tamanhos meios de comunicação, que cada vez mais nos deixa menos humanos e verdadeiros.
Distribuidora: Paramount Pictures Data de lançamento: 13/08/2015 Elenco: Tom Cruise, Paula Patton, Jessica Chastain Direção: Christopher Mcquarrie Produção: Alibaba Pictures Group, Bad Robot, Skydance Productions, TC Productions Sinopse: Com a agência IMF desmantelada e Ethan (Tom Cruise) fora de combate, a equipe agora enfrenta uma rede de agendes especiais altamente qualificados, o Sindicato.
Estes agentes muito bem treinador estão empenhados em criar uma nova ordem mundial através de uma série cada vez maior de ataques terroristas. Ethan reúne sua equipe e une forças com a desacreditada agende britânica Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), quer poderá ou não ser parte desta nação secreta, na medida em que o grupo enfrenta sua missão mais impossível de todas.